dez 14, 2009 - Poemas    No Comments

O tempo do balanço

O tempo do balanço

Por Rosalva Rocha
Sto. Antônio da Patruha, 14/12/2009

 

Inevitável!
O tempo do balanço chegou. Tento fugir, mas ele me persegue.
E penso: quem ousou determinar que, nesta época do ano, seja necessário que se faça um balanço da nossa vida?
O balanço não poderia ser feito todos os dias ou, pelo menos, mensalmente?
Não, nesta época ele surge contundente todos os dias e, no meu caso, a procrastinação se faz presente e vou deixando para amanhã, na esperança de que o amanhã seja um tempo muito distante. Mas a passagem do ano se aproxima… Preciso fazê-lo!
Preciso resgatar da memória os feitos, os desfeitos, os amores, os desamores;
Preciso enumerar quais os projetos que foram efetivamente realizados;
Quais as esperanças do ano anterior que se tornaram realidade;
Quais as conquistas que me deixaram feliz e quais as que não foram consideradas por pura ausência de percepção;
Preciso entender o porquê das surpresas boas ou ruins que apareceram;
Preciso pedir o perdão;
Medir o amor que foi dado e também o amor que me foi tirado;
Preciso medir a fé, especialmente em mim;
A esperança que não pode desaparecer;
Os dias que fizeram diferença;
As pessoas que passaram a fazer diferença e as que deixaram de fazer diferença;
Quanta coisa!
Foram quase 400 dias vividos e neles tantas coisas aconteceram…
Alguns dias muito frios, mas acalentados por muita paz interior e, ao mesmo tempo,
Outros muito quentes com uma profusão de gélidos acontecimentos.
Mas vivi… sofri… amei… perdoei… realizei… e acabei mais próxima da minha família;
Granjeando mais amigos;
Conhecendo-me melhor;
E tendo a certeza de que tudo valeu a pena.
Já não fujo mais! Nem de mim, nem dos outros…

 

dez 9, 2009 - Poemas    1 Comment

Poesia de Natal

NATAL
Por Suely Braga
 
           O pisca-pica das luzes importadas
           nas janelas,nos edifícios,nas sacadas,.
           ofusca o brilho das estrelas,
          no bojo da noite penduradas.
          Pirilampos cintilantes, nos jardins e nas ramadas.
          As vitrines enfeitadas.
          As árvores com bolas coloridas,
          fantasiadas de neves de algodão.
           Imponentes nas casas,nas lojas ,na repatição.
          O Papai Noel desce numa nuvem ,
          montado,no seu trenó prateado.
          A cidade, policromia de cores,
          incendeia de amores.
          O menino,triste descalço,calção furado.
          Parado.Não resiste.
          Olhinhos admirados,
          Comtempla os brinquedos,extasiado.
          Numa gruta afastada,outro Menino envolto em panos.
          Nasce e renasce a cada ano.
          Uma esrtrela resplandecente
          guia oa Magos do Oriente,
           que oferecem presentes.
          Repicam os sinos na catedral
          anunciando um novo tempo.
          Um tempo sem tempo para o mal.
          O Menino fecundo traz ao mundo doente,
          descrente,materializado,robotizado,
          sufocado pela dor:
          PAZ, COMPREENSÃO E AMOR.

 

dez 3, 2009 - Poemas    No Comments

Loucura

Loucura

Por Suely Braga
03.12.2009, Osório
 
A gruta fria e isolada.
A noite escura e gélida.
Enrolado na velha coberta desbotada,
sob a luz frouxa da lamparina,
ele faz versos.
Versos desconexos.
Canta a chuva e o vento,
a vida e a morte,
a alegria e a dor.
O desencanto
e o encantamento.
No lamento
de sua densa,
imensa solidão
canta o poeta louco.

nov 30, 2009 - Crônicas    No Comments

Lembrando o Dia do Escritor

Lembrando o Dia do Escritor

Por Mariza Simon

O ameaçador augúrio já apareceu nos anos 60 e 70: os sinistros avisos proféticos da morte da literatura e do livro. Muitos pensadores constatam a desimportância da literatura nos dias de hoje e a atribuem ao desaparecimento dos grandes escritores, que representavam a consciência moral e intelectual de seus povos, a exemplo de Victor Hugo, Proust,Tolstoi, Zola, Bernard Shaw, Sartre entre tantos outros. Escritores que formataram o pensamento e a sensibilidade de sua época foram substituídos pelos nomes da cultura de massas e da cultura pop. Neste novo século o irrelevante se tornou o máximo do conhecimento. Alguns escritores atuais preconizam o crepúsculo da atividade literária, acusando os professores culpados por não oferecerem leituras efetivamente vitais aos seus alunos universitários.

O progresso tecnológico trouxe o surgimento de novas artes e de novos gêneros. O domínio dos meios audiovisuais tornou-se absoluto em nossos dias. Tecnologias mais recentes , como a Internet, aprofundaram o caráter terminal da literatura e do livro. Nas livrarias cada vez maiores espaços para CDs e DVDs. Acontecerá de, no futuro, os livros serem relegados aos cantos escuros e às prateleiras escondidas, vistos como curiosas velharias de um tempo remoto ?

Sentencia-se o fim da Era Gutemberg. Atribui-se o declínio da letra impressa ao individualismo e ao narcisismo contemporâneos que, gerando uma sociedade do efêmero, (“Tudo que é sólido se desmancha no ar”) aboliram o interesse pelo passado e a preocupação com o futuro. A natureza mercantilista das relações humanas, do aqui-agora, do eterno presente, do trivial transformar-se-ão no esquecimento de amanhã? Nestes tempos nada permanece: o sucesso é efêmero,o entretenimento é passageiro, as palavras caducam e se liquefazem.

Com estas premonições, algumas discutíveis, outras aparentemente falsas, podemos concluir que diante de tais argumentos, nós escritores, seremos uma espécie extinta em algumas dezenas de anos, assim como foram os dinossauros há milhões de anos passados.

Apesar de tudo resistimos às ameaças que pairam sobre os livros que amamos, as leituras que fazemos, as palavras que escrevemos. Por uma questão de bairrismo, regionalismo , seja o que for, não podemos renunciar àquilo que até nos torna seres anacrônicos em um mundo onde tudo parece estar condenado à brevidade e à falta de transcendência. Mas – teimosos e visionários- nós encararemos o infinito sombrio e não desistiremos.

nov 30, 2009 - Últimas Notícias    No Comments

7.º Encontro dos Escritores

Ocorreu neste sábado, dia 28 de novembro de 2009, na 24.ª Feira do Livro de Osório o 7.º Encontro dos Escritores do Litoral Norte. Estiveram presente os escritores Delalves Costa, presidente da AELN, Mário Feijó, Mariza Simon, Suely Braga, Evanise Bossle, Rosdalva Rocha, Joeson Machado, Leda Saraiva Soares e Marco Antônio Velho Pereira, este não membro da AELN.
O encontro dos escritores ocorre em quase todas as feiras de livros do litoral, sendo marcante em Capão da Canoa e Osório.

nov 28, 2009 - Últimas Notícias    No Comments

Revista Dois Pontos

A revista Dois Pontos já está circulando em todo o litoral norte do estado. Trabalho do poeta Delalves Costa, o tema desta edição (2.ª edição, ano I, nov/2009) são as feiras de livros.  Em No Mundo das Feiras de Livros Delalves reuniu artigos sobre a produção literária litorânea, o turismo em nossas praias, agenda das feiras para 2010, um artigo escrito pela Prof.ª Tereza Gamba, patrona da 24.ª Feira do Livro de Osório,  o artigo AELN fazendo história, do ex-diretor da AELN Rodrigo Trespach, sobre a primeira produção conjunta de escritores do litoral em uma Antologia, entre outros textos interessantes voltados a educação e cultura.

Revista Dois Pontos

nov 27, 2009 - Poemas    No Comments

Mundo moderno

Mundo moderno

Por Leda Saraiva Soares
Publicado Poesia na Praça. XX Antologia Poética Patrulhense. Porto Alegre: Est, 2009, p.187.

Sem ouvidos,
Ouvidos moucos.
Individualismo
Silencioso,
Louco?…

Sem comprometimento,
Sem fixar o olhar no outro.
Os olhos buscam a tela…
Para que olhar pra ela?
Ela que vá buscar outra tela.

No monitor, o diálogo aflora:
Curto, com supressões,
Suspiros, sons guturais…
He!…he!…He!…
Uauuuuu!…

A fala se abrevia
Em agonia…
Caos total!…
Uauuuuuuuu!…

nov 27, 2009 - Poemas    No Comments

A vida é um poema

A vida é um poema
Por Leda Saraiva Soares
Publicado em Poesia na Praça. XX Antologia Poética Patrulhense. Porto Alegre: Est, 2009, p.186.

A vida é um poema
De ilusão, de sofrer,
De amor ou desamor…
Alguns são registrados
Em livros simples.

Outros, com grande esplendor…
Não importa a edição.
Muitos, talvez, os mais belos
São apenas vividos,
Lidos nos gestos de amor,
De ternura, de respeito,
De bondade…
É bom ler vidas…
É bom ler poemas…

nov 23, 2009 - Poemas    No Comments

Alma em transe

Alma em transe

Por Mário Feijó
 
Minh’alma está chocada
 – em transe –
Diante das coisas
Que acontecem no mundo…
 
Ela tem a pureza dos anjos
Não entende a malícia dos homens
Não aceita tantos vícios, drogas
Não compreende tantos crimes…
 
Disse-me ela outra hora
Que qualquer dia me abandona, vai embora
Reciclar-se no paraíso
Este planeta está difícil de entender…
 
O que faço com esta jovem rebelde
Alma em transe – em trânsito neste mundo
Tornei-me seu refém – anjo rebelde –
Pobre anjo vagabundo… Pobre de mim…
 

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