mar 15, 2010 - Últimas Notícias    No Comments

Calendário Poético 2010

Calendário Poético 2010

A escritora Evanise Gonçalves Bossle, da AELN, teve 12 de seus poema ilustrados pela Profª e artista plástica Margaret Batista Becker e publicados em Calendário poético 2010 pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Tramandaí –SMEC. Os calendários, os quais trazem poemas e ilustrações que tematizam sobre sentimentos, a passagem do tempo, questões sociais, entres outros temas, foram distribuídos nas escolas para professores da rede pública municipal.

mar 9, 2010 - Últimas Notícias    1 Comment

Livraria diferenciada em São Francisco de Paula

Livraria diferenciada em São Francisco de Paula, RS

Por Leda Saraiva Soares

A Livraria Miragem de São Francisco de Paula tornou-se um ponto turístico e referência no segmento. Visitei pela segunda vez a Livraria Miragem, de São Francisco de Paula – RS. É uma livraria diferente e que está se tornando referência na região. Resgata a história do Município através de fotografias e objetos. Apresenta um ambiente e atendimento especiais. Espaçosa. Além do mais ainda há um espaço com uma sala de Chá.

Nessa livraria comprei um livro que já havia lido, rapidamente, porque era emprestado. Agora poderei sorver cada página! É um assunto que me interessa. Autor do livro: Paulo Markun. Título: “A incrível trajetória de Dom Álvar Núñez Cabeza de Vaca – pelas Américas e revelações inéditas sobre seu julgamento”. Cabeza de Vaca é contemporâneo a Cristóvão Colombo, Fernão de Magalhães, Hernán Cortés e Francisco Pizzarro. A história é mesmo surpreendente: Cabeza de Vaca sobreviveu a três naufrágios, curou centenas de índios, atravessou – nu e descalço – parte dos atuais Estados Unidos e México, voltou à Espanha e obteve um cargo como recompensa por suas desditas.

Depois de nova viagem, tomou posse de Santa Catarina na condição de seu primeiro governador. Mas não sossegou: atravessou a pé o território brasileiro, chegando a Assunção, Paraguai. Dali partiu novamente em busca de uma serra misteriosa, feita de prata, até ser imobilizado pela malária num pequeno forte no meio do nada. Tudo isso tem início em 1545… É um livro interessante porque nos dá uma visão do que era o Brasil, logo após seu descobrimento. E as peripécias pelas quais passa “Cabeza de Vaca” quando chega ao Brasil… Só lendo para acreditar.  Vou fazer uma leitura mais atenta e depois volto a falar deste livro.

Antes ou depois de circular pela livraria, olhar os últimos lançamentos para comprar ou incluir em nosso orçamento mensal a aquisição de uma obra, ou comprar um exemplar para dar de presente a um amigo aniversariante, pode-se desfrutar da agradável sala de chá para fruir de um momento de tranquilidade, conversar e saborear iguarias.

O ambiente é muito agradável! É tudo tão bem disposto, organizado e decorado com o antigo e o moderno que nos coloca numa atitude de quietude e de respeito. É um misto de museu, de arte, de biblioteca, de livraria… É qualquer coisa de sagrado. Parece que os autores estão nas estantes e quando se examina um livro acontece uma interação, quase mágica, entre leitor e autor. Sentimo-nos em estado de pecado, se sairmos dali sem um livro… São iniciativas privadas de qualidade, conhecimento e bom gosto que fazem a diferença em qualquer cidade.

mar 8, 2010 - Crônicas    No Comments

Como está a cultura em nossos municípios?

Como está a cultura em nossos municípios?

Por Almeri Espíndola de Souza

Como está a cultura em nossos municípios? Quem cuida da cultura? O que é cultura para você? É difícil não se fazer estas indagações quando se percebe que o nosso Estado está com a cultura renegada à última das necessidades. Cabe-nos, enquanto cidadãos – que lemos livros, que fazemos livros, que dançamos, que cantamos, que fazemos músicas, que pintamos quadros, que subimos no palco e contamos histórias, que escrevemos histórias – ficarmos atentos. Que levantemo-nos desta cadeira confortável e brademos por cultura. Por orçamentos, por projetos, por fundos para a cultura. Há que se criar Fundo Municipal de Cultura, com responsabilidade, com Conselhos municipais representativos da sociedade cultural. Há que se ter projetos que contemplem a todas as nuances culturais que nosso povo possa apresentar. As políticas culturais devem emergir do estado, do município, mas devem ser cuidadas e acompanhadas pelo povo. Este é um direito que todo cidadão deve reivindicar. Há que encaminhar ao município suas demandas por verbas, por projetos onde a sociedade seja o ator principal. A cultura enobrece a alma. Purifica o viver. Eleva a inteligência. Ronald Radde, diretor da Cia de Teatro Novo, disse sabiamente neste final de semana num jornal de grande circulação: “até hoje muito poucos governantes tiveram a sensibilidade para compreender que arte e cultura e bom entretenimento são tão importantes quanto a construção de uma ponte. E possivelmente nenhum compreendeu que um evento artístico, além de iluminar a alma das pessoas que lhe tem acesso, ainda rendem mais notícias do que a inauguração de uma ponte, e é claro, muitas vezes a participação num ato cultural repercute pela vida toda em muitas pessoas”. É nesta linha que conclamo a todos que sabem do valor que uma criação cultural tem no estado de felicidade de cada jovem, de cada idoso, de cada cidadão mutilado pelo estresse do cotidiano, que se erga a favor dos espaços culturais de Osório, de Tramandai, de Capão da Canoa, de Imbé, de Terra de Areia, de Cidreira, de Pinhal, de Santo Antonio da Patrulha… Que pensemos ações culturais que resgate, a autoestima dos nossos jovens. Que eleve a motivação pela vida dos nossos idosos. Que traga alegria e leveza para o cidadão de todas as idades e classes sociais. Que nossos políticos possam além de inaugurar pontes, inaugurarem Casas de Cultura, salas de cinema, bibliotecas, museus, espaços para criação de artes cênicas, espaços para que todos possam aprender e se divertir fazendo arte.

mar 2, 2010 - Contos    2 Comments

Oh Lua Cheia!

Oh Lua Cheia!

Por Rosalva Rocha – 26.2.2010

26 de fevereiro de 2010. Saio de Porto Alegre à tardinha rumo ao último final de semana de veraneio em Tramandaí, a tão conhecida “capital das praias”, a praia que me abriga desde a infância, onde eu encontro amigos pelas esquinas, caminho nas manhãs pelo calçadão sentindo a brisa do mar e me delicio com momentos muito propícios para divagar e escrever à noite.

A auto-estrada está como eu gosto, com trânsito intenso, mas sem engarrafamentos. Os inúmeros carros cruzam as pistas pelo caminho e acabam me proporcionando uma deliciosa sensação de companhia. Não estou sozinha! Começo a pensar: “O que será que essas pessoas dentro de seus carros, uns luxuosos, outros muito simples, ouvem nos seus rádios/CDs? Sobre o que elas conversam?” Algumas, no momento de alguma ultrapassagem, olham pra mim e esboçam um leve sorriso. Cumplicidade?

Certa melancolia paira no ar. Afinal, os finais de semana deste verão foram bons, cheios de sol e boas energias, muito chimarrão e a companhia de amigos e vizinhos com espíritos dóceis e sempre com dicas úteis para a minha vida. Um verão onde a cumplicidade e empatia dessas pessoas me fizeram muito bem. Eu estava realmente precisando delas neste veraneio, totalmente diferente dos outros, e com elas aprendi coisas simples que já deveria ter aprendido há muito tempo, a exemplo de aprender a rezar um terço da forma correta, de transformar uma simples canga em vários modelos diferentes, de pintar alguns móveis antigos com criatividade e alegria, de fazer um drink muito simples e gostoso, ornamentado com hortelã e, especialmente, de gostar mais e mais de mim e tomar conhecimento de que, apesar dos meus inúmeros defeitos, sou “dona do meu nariz” e ponto final!

Aliado a esses fatos, outros também precisam ser registrados: alguns encontros casuais com pessoas queridas que eu não via há muitos anos, açaí na tigela no Glut´s, um crepe de chocolate de vez em quando, algumas refeições carinhosamente preparadas como surpresa para aguçar ainda mais o meu paladar após a chegada da praia, muita leitura e por aí afora. Eis que de repente a sombra de uma lua cheia surge à minha frente na imensidão do céu! Uma cena maravilhosa! Adoro a lua quando está cheia – ela sempre me proporciona coisas boas. Mesmo consciente da atenção necessária ao volante, começo a fitá-la seguidamente. E ela passa a ser minha cúmplice. Em pensamento, começo a conversar com ela, a contar os meus enganos, os desenganos, os planos e a certeza que tenho de que muitas coisas boas acontecerão neste ano. Bons presságios, sim! Muito bons presságios! Mais alguns minutos e, do lado esquerdo enxergo, ao longe, a minha cidade natal – Santo Antônio da Patrulha – a responsável em alguns aspectos pelo que sou hoje. Lá sempre fui muito feliz junto à minha família até os 18 anos e granjeei amigos que me acompanham até hoje e para lá retorno sempre que possível. Vontade de entrar no entroncamento … Mas o atraso já está evidente e preciso seguir. Um bip-bip-bip soa do meu celular. Apanho-o e leio a mensagem que provém da minha irmã mais velha: “Já estou quase saindo. Estou felizzzzz”. Aquele “felizzzz” me deixou mais feliz ainda. Nada como sentir que alguém que a gente ama está bem. Passo o primeiro pedágio e esqueço do dinheiro, tamanho o envolvimento com a mensagem e a minha lua companheira. A cobradora, com olhar simpático, me fita com um ar de questionamento e eu, finalmente, acabo entendendo que preciso pegar a bolsa. Pedágio pago! Cupom na mão! Arranco o carro e retorno a olhar a lua. Neste momento já não tenho mais qualquer dúvida: ela é minha cúmplice por inteiro. Certo excitamento começa a me contagiar e acabo apertando o acelerador do carro com mais força. 125Km/h. Ôpa! Calma! Não posso deixar que o encanto desses momentos me contagie a ponto de correr um perigo desnecessário. Segundo pedágio! Com o “fora” no primeiro, os R$ 7,00 reais já estão nas mãos. Sigo o caminho.

Começo a avistar a Lagoa dos Barros à direita, que sempre me encanta com a sua beleza e as suas lendas contadas por meus pais na minha infância. Em seguida avisto o parque eólico, também maravilhoso e, de repente, a noite começa a surgir e a minha companheira já está muito mais clara e brilhante. O contraste com o escuro do céu é encantador. Recomeço o diálogo com mais energia e peço a ela, em voz alta, equilíbrio suficiente para seguir a minha vida com dignidade e que os recomeços neste ano sejam gratificantes, com boas doses de sabedoria. Subitamente enxergo dentro dela “um homem plantando um pé de alface”, fato que me foi induzido por minha avó paterna quando eu era criança (acreditem: sempre que vejo uma lua cheia continuo enxergando dentro ela um homem plantando um pé de alface). Eu sei que são as suas nuances, mas o homem está lá trabalhando.

Estranho que a noite se prenuncia … Esqueço que o horário de verão findou na semana passada. O horário está certo. 18h30min. Tempo suficiente para chegar em casa, conversar um pouco com minha mãe e descansar. E a minha cúmplice continua a me acompanhar. Ela está “totalmente cheia”, do jeito que gosto. Apareceu para brindar o meu final de veraneio e, para não perder o costume, mais um pedido faço a ela, exatamente na passagem pela entrada da estrada do mar – neste momento quase não consigo mais enxergá-la: “que ela me ilumine e me proteja sempre e que eu não esmoreça em quaisquer situações negativas e, especialmente, não permita jamais que eu deixe de amá-la”. O trajeto foi maravilhoso, brindado, tranqüilo, seguro e “acompanhado” – tudo o que eu precisava neste dia. As surpresas desagradáveis deste veraneio simplesmente “viraram pó” – sabe-se lá se aconteceram …

Já estou em casa. E felizzzz!

mar 1, 2010 - Poemas    No Comments

No Carrossel do Mundo

No Carrossel do Mundo
Por Evanise Bossle
poema publicado no livro Poetas Del Mundo-volume II, pág.37.

 
Somos crianças no carrossel do mundo,
Girando no compasso dos segundos.
E o tempo, o mágico das horas,
nos diverte e nos inibe.
Somos meninos ansiosos
por agarrar a vida
com olhares brilhantes
e sorrisos inebriantes,
buscando um lugar melhor.
Somos eternas crianças,
marionetes do destino,
que roda, roda, feito pião,
na contramão dos nossos sonhos.
Somos pequenos no infinito
do Cosmos.
Somos capazes de transpor
muralhas em pesadelos.
Fortes, audazes, somos brilhantes,
temos coragem.
Somos os astronautas da fantasia.

fev 25, 2010 - Crônicas    No Comments

A queda do Jacarandá

A queda do Jacarandá

Por Artur Pereira dos Santos

Velavam-te os pássaros que de ti dependiam.
Os homens, embora descansassem em tua sombra, traziam seus cães para urinarem no tronco, enquanto tropeçavam em tuas raízes, ignorando o tapete de flores que o vento estendera na primavera.
O peso dos ramos, contendo ervas demais para a sobrevivência de uns poucos sabiás citadinos, anunciava a tua queda, prematura para tua espécie.
O tempo, muito tempo, não foi suficiente para alertar as autoridades sobre a necessidade de cuidados.
A poda que te daria viço chegou atrasada. Podaram antes tuas raízes.
Bastou um vento mais forte, a chuva erodir o chão, onde um dia alguém te plantou, e a morte foi decretada.
Quem te abreviou a vida e um dia descansou em tua sombra será acusado de tua morte.
Quem, por ofício, devia cuidar de ti, continuará chegando atrasado.
Quem velava por ti encontrará outros ramos para deitar seu ninho.
Teu tronco se transformará na poluição que combateste.
Enquanto isso, o ar, que querias tornar puro, foi insuficiente no pulmão do homem que se dirigia ao altar.

fev 23, 2010 - Últimas Notícias    No Comments

AELN na posse do Secretário de Cultura de SAP

Rosalva Rocha, Vice-Tesoureira da AELN, a convite do Vice-Presidente do IHG – Instituto Histórico e Geográfico de Santo Antônio da Patrulha, Sr. Renato José Lopes e sua esposa, Luiza Brufatto, participou da posse do novo Secretário de Cultura da cidade, o radialista e poeta Odilon Ramos. Tal participação se deu em função da gentileza do convite e, sobretudo, da confiança que a AELN deposita no novo Secretário, já que é uma pessoa do meio cultural e, pela manifestação do mesmo, terá a tarefa de aglutinar as diversas entidades culturais patrulhenses em torno da Secretaria de Cultura.

 

 

fev 9, 2010 - Últimas Notícias    No Comments

AELN na 6.ª Feira do Livro de Imbé

AELN presente na 6.ª Feira do Livro de Imbé – 2010

Por Leda Saraiva Soares

Sábado, dia 6 de fevereiro, a Academia de Escritores do Litoral Norte marcou sua presença na Feira do Livro de Imbé, na Praça do Chafariz, Av. Rio Grande, à margem do rio Tramandaí, onde nasceu o Município.

Escritores presentes: Presidente Delalves Costa, Secretária Almeri Espíndola de Souza, Rosalva Rocha, Evanise Bossle e Leda Saraiva Soares.

A Diretora de Cultura, Prof.ª Sirley Quadros, a Diretora da Biblioteca Municipal Eng.º José Baptista Pereira e a funcionária da Biblioteca, Srª. Magali – esta, caracterizada de bruxa – recepcionaram carinhosamente os escritores da AELN, obsequiando-os com um coquetel.

Lançaram livros, nessa noite, além da AELN, os escritores Antonio Jorge Rettenmaier, Ligia Lacerda e Luiz Oderich.

A noite brindou a todos com um clima especial. O vento nordeste, tão peculiar ao litoral, deu lugar à brisa, quase imperceptível, que veio do rio trazendo consigo as lendas, as tradições de um povo e as passagens históricas, para bisbilhotar e passear pela Feira.

Quem sabe não estaríamos sobre o terreno em que esteve estabelecida a Guarda de Registro em 1738-40?

Do interior da Feira, vislumbra-se uma paisagem ímpar. Edifícios e casas iluminados e as miniplataformas de pesca refletem-se nas águas espelhadas do rio que corre sob a ponte Giuseppe Garibaldi e embeleza o dois Municípios Tramandaí e Imbé, transformando-se em cartão-postal.

fev 9, 2010 - Poemas    No Comments

O Lamento de Maria

O Lamento de Maria

Por Rosalva Rocha – 8.2.2010

Abram caminho para Maria
Ela precisa passar
Precisa se isolar
Precisa desabafar para si mesma
As angústias no seu caminhar

 Maria está cansada, isolada, frustrada
Por não ter percebido
Que a vida tem armadilhas
Que a fizeram sofrer
Em um momento perdido

Deixem a pobre em paz
Ela precisa pensar
No tempo que se perdeu
Trabalhando constantemente
Em busca do bem-estar seu 

Não gritem com Maria
Ela já não escuta, não confia
Não faz planos
Só pensa nos desenganos
Que a vida lhe deu 

Passem energia para Maria
Ela vive um momento de dor
De desamor, ela vai se levantar
E junto com vocês cantar e dançar sem pudor
Mas, por favor, deixem Maria em Paz!
Ela se renovará muito em breve
E retornará com muito mais vigor
Que sabe até com um novo amor…

fev 3, 2010 - Contos    1 Comment

A estrada

A ESTRADA

Por Artur Pereira dos Santos

O reflexo do sol nos olhos interrompeu o mais longo pensamentos que teve nos últimos anos.
Baixou o pára-sol do carona até uma posição em que apenas os raios que tingiam de vermelho as nuvens mais baixas eram vistos e tentou retomar a concentração.
Maldito Sol, pensou. – Onde estava mesmo? Igualdade? Liberdade?. Lembrou, era esta a palavra que gravara por último na memória. Era de liberdade o último pensamento interrompido.
Para ele esta palavra sempre tivera um significado expressivo. Era a que mais marcava sua memória nos principais momentos.
Mas havia mais coisa naquilo que conseguira juntar enquanto seus olhos se fixavam, ora no asfalto esburacado, ora nas margens desiguais da estrada, nunca coincidentes com a paisagem que conhecia
Pensou que talvez tivesse sonhado. Mas não, as lembranças eram reais demais Nos sonhos são desbotadas.
Num gesto automático, acariciou a barba por fazer, como se quisesse amenizar o princípio de irritação que começava a sentir. Acalma-te hombre, pensou consigo mesmo. Nem tudo está perdido.
Afinal, uma nova vida irá começar em teu novo destino.

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