mar 29, 2010 - Crônicas    No Comments

Analisando Thalia…

Analisando Thalia…

Por Rosalva Rocha – 15/03/10

Hoje resolvi parar para analisar Thalia, se é que este é um direito que me assiste. Thalia foi uma grande amiga de infância e que, muito nova ainda, casou-se. De lá para cá “aposentou-se”, mesmo que inconscientemente, dos amigos, dos tios, dos primos e de tantas pessoas que sempre a amaram. Sempre foi dócil, bonita, cabelos lisos e pesados, olhos pretos muito expressivos e uma boca que muitos desejavam. Mas Thalia escolheu o “seu mundo” e nele ficou. Teve filhos, dedicou-se de corpo e alma a eles, cuidou de familiares, trabalhou, mas sequer “caminhou pelo mundão que existe aqui fora”.

Os anos passaram, os filhos cresceram, começou a ter mais tempo, alguns fatos inesperados aconteceram e Thalia, subitamente, renasceu …
Renasceu como uma criança pronta para esperar o presente de aniversário.
Renasceu para a sua beleza e passou a cuidar melhor de si.
Renasceu para a família que havia deixado perdida sem perceber.
Renasceu para o trabalho, que sequer sabia o significado.
Renasceu para a sua auto-estima, há tantos anos adormecida. E Thalia me prometeu há poucas semanas atrás:
– “De agora em diante serei outra!”
E, quando eu estava querendo dizer o quanto estava feliz com isto, ela complementou:
– “Mas será que ainda há tempo para isto?”
Tempo, tempo … o tempo!

Só ele para abrandar a minha alma, trazer-me mais calma, mostrar-me o grande caminho que tenho pela frente. E tudo o que tenho de projetos em mente. Só ele para me fazer renascer, crescer, remexer na minha vida, para melhor viver…
E eu lhe disse:
– Thalia: sempre há tempo! sempre!

mar 25, 2010 - Últimas Notícias    No Comments

Semana do Livro

Semana do Livro

Por Almeri E. de Souza

A Câmara Rio-Grandense do Livro promove, desde 2005, no mês de abril, a Semana do Livro, com a adesão de parceiros de várias regiões do Estado, que aceitam o desafio de realizar atividades que coloquem o livro e a leitura em destaque, no período. Em 2008, 64 parceiros, de 30 municípios gaúchos, promoveram 140 atividades durante a Semana.  
 
A iniciativa marca a passagem do Dia Nacional do Livro Infantil (18 de abril – nascimento de Monteiro Lobato) e do Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor ( 23 de abril – falecimento de Cervantes e de Shakespeare).  

O ponto culminante da Semana é a solenidade pelo Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor, em que a CRL homenageia pessoas e entidades que se destacaram pela realização ou apoio a ações em prol do livro e da leitura, no ano anterior.

Assim, fazem jus a troféus a “Personalidade do Ano”, a “Biblioteca do Ano” e até cinco pessoas físicas ou organizações, na categoria “Amigo do Livro”. E, na mesma solenidade, são homenageados os profissionais vinculados a empresas associadas à CRL que tenham completado 25, 35 ou 50 anos consecutivos de dedicação ao setor livreiro.
   
A partir de 2010, a Semana do Livro, que está inserida no Calendário de Eventos de vários municípios gaúchos, passa a ocorrer sempre de 18 a 24 de abril. 

A origem do Dia Mundial do Livro

A instituição desta data pela Unesco internacionalizou uma antiga tradição da Catalunha, onde, em 23 de abril, comemora-se o Dia de São Jorge – padroeiro daquela província espanhola – e recorda-se o falecimento do escritor Miguel de Cervantes, ocorrido na mesma data, em 1616.

De acordo com o costume catalão, os livreiros entregam uma rosa juntamente com cada livro vendido neste dia e muitas pessoas presenteiam com livros e rosas seus amigos e familiares. Uma rosa por São Jorge, um livro por Cervantes, este é o lema.

A partir de 1995, a Unesco estendeu sua homenagem ao escritor inglês William Shakespeare, também falecido em 23 de abril de 1616, e passou a estimular os estados-membros a desenvolverem iniciativas próprias nesta data.

Atualmente, autores, editores, professores, livreiros, meios de comunicação e bibliotecas, entre outros profissionais e entidades, mobilizam-se, em todo o mundo, para que o livro esteja na pauta do dia.

mar 25, 2010 - Crônicas    No Comments

Leve-me contigo

Leve-me contigo

Por Mário Feijó, 25.03.2009

Leve-me com você
Quero conhecer tua estrela
O lugar aonde moras
A tua casa – meu paraíso…
 
Não me deixe só
Quero contigo viajar
Nosso lugar é no infinito azul
 
Eu posso voar contigo
Sei que posso
Então me leve…
 
De que planeta vieste?
Sei que não és da Terra
Um ser divino feito você
Não pode ser humano – é angelical…

mar 25, 2010 - Poemas    No Comments

Ser homem

Ser homem

Por Mário Feijó, 10.03.2010

Muitos homens pensam
Que ser homem é levar
Todas as mulheres para a cama
Engravidá-las ou não e ir embora…
 
Alguns pensam que ser homem
É ter um físico avantajado
Brigar por qualquer motivo
Seja na rua ou em casa… e posar de macho!
 
Muitos deles esquecem que suas mulheres
São companheiras na luta do dia-a-dia
E quando chegam em casa, depois de beber
Todas com os amigos querem comida quente na mesa
Toalha e cueca limpas no banheiro
Deixando tudo por lá molhado…
 
Uns ainda pensam que suas mulheres são santas
Intocáveis e que não sentem prazer…
“Sacanagem” é com as outras na rua
Mas quem disse que amor bem feito é sacanagem?
 
Eu quero avisar a todos
Que as mulheres querem ser amadas de todas as formas
Querem sentir prazer (como nós sentimos)
Querem ser parceira e são iguais…
 
Quem não souber fazer isto
Saibam que elas sabem como ninguém
Construir belíssimos galhos
Alguns até frutificam…

mar 19, 2010 - Crônicas    No Comments

Um adeus que não se quer dar

Um adeus que não se quer dar

 Por Almeri E. de Souza

Meu pai sempre diz que o difícil de viver muito – ele já está há 90 anos por aqui- é que se tem de enterrar os amigos. Mal compreendia isso, pois que felizmente poucos dos que fizeram parte da minha tropa, se foram. Morreu o Cilceu há uns 3 anos e foi muito cruel. Parece que vai um pouquinho de nós quando um amigão, um camarada daqueles que nos fazem rir se espicha naquele caixão feioso e, sério, se vai sem dar tchau. Mas passa um pouco e agente se recupera e pensa: agora está tudo certo. Estamos todos aqui. Ficaremos aqui todos juntinhos e só iremos quando já não nos quisermos mais. Nesta ilusão se faz de conta que não envelhecemos, que nosso fígado não envelhece, que nosso coração está tinindo, que nossas células nem dão bola para este tal de tempo. Daí o golpe: O Fresta se foi. Como assim? O Fresta, não! Este não morre! Imagine este mundo sem o Fresta? Não, não brinque com isso que é sério. O Fresta faz parte da paisagem da cidade, com seus cabelos desgrenhados, suas orelhas grandes – até escrevi sobre isso num livro que publiquei, e acho que ele não leu – suas mãos enormes e um caminhar calmo – sem pressa – meio desengonçado até, mas sempre alegre. Fechamos o trânsito muitas vezes. Porque estando em Osório, encontrá-lo e não parar o carro, era coisa do outro mundo. Ele foi personalidade. Acho que tinha um selo com numeração. Fazia parte da arquitetura da cidade. Uma arquitetura tombada. Conservada, que não poderia ser demolida, somente restaurada e mantida. Uma peça de restauro. Talvez até pertencesse ao catálogo do IPHAN. Sagrado amigo: partistes com a sutileza que nunca te pertenceu. Saísses de cena sorrateiro e esgueirado, para estarrecimento de todos nós. Deixastes comigo nossos planos de cenários, de peças teatrais, de encontros de chimarrão que não deu tempo. Com tua família tua marca irreverente, alegre e juvenil. Certamente um buraco, pois tem gente que é tão especial que não tem ninguém mais parecido. Nada semelhante.

A ausência do Fresta é como a daquela figueira antiga, que todos conhecem, que sabem de cada um dos seus galhos, que todos já desfrutarem da sua sombra e que um dia o temporal vem e a arranca, deixando a paisagem árida e ressecada pelo sol. Não tem mais a figueira. Não tem mais o Fresta.

Num dia desses, nos encontraremos lá embaixo daquela figueira que não existe mais, quando nós também não estaremos mais em lugar algum. Enquanto espiamos pelo buraco da vida, gelados de medo do próximo adeus, nos resta tomar mais uma gelada, trocar mais um abraço e dar mais uma risada, porque qualquer uma dessas pode ser a última.

mar 16, 2010 - Contos    No Comments

Grupo do joelho, ou quando o SUS é melhor

Grupo do joelho, ou quando o SUS é melhor

Por Artur Pereira dos Santos

Quem não conhece as dificuldades na área da saúde em nosso país? Hospitais fechados por insolvência: deles ou de seus administradores. Falta de leitos e emergências entupidas fazem o noticiário de todos os órgãos de imprensa. A culpa é sempre do SUS (Sistema Único de Saúde).

Na verdade, não há quem discorde disso: o próprio sistema, através de seus representantes, admite as dificuldades e promete resolver, embora saibamos que são apenas falácias pré-eleitorais ou para tentar justificar casos mais graves, em que a opinião pública se movimenta.

Parte da sociedade, mais abonada, apela para o plano de saúde, mesmo lamentando ter contribuído durante a vida e alimentado a vã esperança de que o final dela seria tranqüilo e quando precisasse de um médico ou uma internação hospitalar estivessem à disposição.

Geralmente pagando caro, depara-se, às vezes, com casos em que o plano de saúde se constitui em obstáculo ao atendimento imediato, podendo gerar riscos ao beneficiário.

Assim foi o caso do paciente que possuía plano de saúde e teve negado o transporte para a capital, devido à ambulância do hospital de sua cidade somente servir a pacientes do SUS, sendo necessária a chamada de um meio de transporte próprio da mantenedora do plano, o que poderia ter causado sério prejuízo ao usuário, devido a maior demora no atendimento especializado.

Há casos também que beiram a hilaridade como o que aconteceu com outro paciente que tendo machucado o joelho, com suspeita de rompimento de menisco, dirigiu-se ao atendimento de uma emergência e teve o diagnóstico do traumatologista de que realmente poderia ter rompido, ou quase, o menisco interno do joelho esquerdo, devendo voltar dentro de um mês para novo exame, pois, após esse tempo, poderia estar se sentindo melhor, se não tivesse ocorrido o rompimento total e ele seguisse à risca as recomendações de repouso, manutenção do joelho enfaixado em determinados momentos e aplicação de gelo em outros.

Passado um mês, sentindo-se bem melhor, dirigiu-se ao mesmo local, na certeza de que receberia instruções para aguardar mais algum tempo, com o mesmo tratamento, até a total recuperação.

O médico já não era o mesmo e o paciente, apesar de ter explicado as recomendações de seu colega, precisou sujeitar-se a um novo exame, desta vez com maior esforço da parte machucada, o que lhe deixou o joelho mais dolorido. Por fim,o médico recomendou-lhe que voltasse no dia seguinte para submeter-se ao exame do “grupo do joelho”.

Desconfiado, mas acreditando que no dia seguinte seria examinado rigorosamente por mais pessoas e talvez fosse encaminhado para uma ressonância, conforme o médico deixou transparecer, com vistas a determinar se devia ou não fazer uma cirurgia, lá se apresentou, afinal, estava por conta do plano de saúde, o negócio era aproveitar para curar-se.

Espantou-se quando verificou que o propalado grupo consistia de apenas um médico diferente, que lhe examinou o joelho com mais rigor ainda, torcendo-o para todos os lados e arrancando-lhe alguns gemidos de dor.

Terminado o exame do “grupo” foi dispensado com a recomendação de que procurasse um clínico para emitir uma requisição junto à mantenedora do plano de saúde para, enfim, fazer uma ressonância.

Ainda hoje está pensando se segue a recomendação ou recomeça o tratamento, desta vez procurando alguém que atenda pelo SUS, que certamente lhe dispensará uma olhadinha básica ao joelho machucado e recomendará repouso, uso de faixa e compressas de gelo. Até estar caminhando normalmente.

mar 16, 2010 - Últimas Notícias    No Comments

Osório perde historiador Guido Muri

Na manhã desse domingo (14.3.2010), às 8 horas, faleceu em sua residência, em Osório, o historiador Guido Muri, 93 anos.

Muri escreveu livros sobre a história de Osório, Tramandaí e Torres. Seu enfoque maior sempre foi sobre Osório, ou Conceição do Arroio, como ele gostava de chamar, nome antigo da cidade. Era defensor da valorização da cultura nacional, o que sempre gostava de frisar em suas conversas e palestras.

Era formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná e morou por longo tempo em Santa Catarina. Casado com Zélia, em seguida mudou-se para Torres e depois para Osório, sua terra natal. Deixa dois filhos, o funcionário público Guido e o jornalista Gastão.

mar 15, 2010 - Crônicas    No Comments

Ignorância

 Ignorância

Por Rubens Lace

“A ignorância é à noite da mente, mas uma noite sem lua e sem estrelas” – Confúcio

Estamos cansados de dizer “mas que cara ignorante”. Realmente, nos deparamos sempre com pessoas que por estarem de mal com o mundo, por serem desinformadas, por não termos aceito uma idéia sua, enfim, por diversos motivos, estouram, esbravejam, nos ofendem. Mas gostaria de destacar nestas linhas uma especifica, que é a ignorância por não ter humildade para reconhecer o erro. E neste caso ficamos a conjecturar o motivo do porque não reconhece-lo. Não existe o soldadinho do passo certo. Se a esmagadora maioria das pessoas não aceitam ou não gostam de uma coisa, o motivo daquela pessoa não aceitar a culpa por ter falhado nos passa a impressão que ele sabe do erro, mas algo maior ou mais importante está ocorrendo para ele se fazer de cego ao erro cometido. Um preâmbulo grande para uma razão talvez não tão grande. Como neste espaço há possibilidade dos leitores se manifestarem, gostaria de saber a opinião de vocês ao que vou dizer. Será que alguém nesta cidade achou bonita a decoração de Natal, com que a Secretaria de Turismo nos brindou este ano? Procurei olha-la de todos os ângulos, mas não achei nada que justificasse o dinheiro empregado na mesma. Os fantasmas na frente da prefeitura. Os quadrados pendurados nos postes com dois fiozinhos de luz de cada lado. A árvore (arvore?) na praça Agostinelli, que não passa de um poste branco com alguns fios de luz pendurados ao seu redor. Enfim, ou nos julgam uns imbecis, e querem nos impingir uma arte moderna que ninguém entende, ou o mau gosto e a pouca criatividade se juntaram na mente de quem bolou estes “enfeites”. Pior, se tentar argumentar com o Secretario a resposta é “se não gostou faça melhor”. E continua “o que você fez para a cidade?”. Afinal, será que ele é cego ou é uma noite sem lua e sem estrelas?

mar 15, 2010 - Crônicas    No Comments

Juventude Eterna

 Juventude Eterna

Por Rubens Lace

“O passado não reconhece seu lugar, está sempre presente” – Mario Quintana

Você se olha no espelho. Aquele rosto imberbe, sem rugas, os cabelos negros que ficaram para trás. Hoje fios prateados coroam sua cabeça, vários sulcos cortam sua face e os fios brancos também teimam em aparecer pelo resto de seu corpo. No entanto seus olhos ainda visualizam rostos lindos das jovens mulheres que cortam seu caminho. Seus pensamentos ainda teimam em sonhar com beijos macios daqueles lábios vermelhos. A maciez daquela pele ainda teima em provocar-lhe arrepios. Mas suas mãos, estas não mais as alcançam. Estão além de seus sonhos e vontades. Você é velho, mesmo que seu coração teime em dizer-lhe mentiras: você ainda tem charme, você é inteligente, você ainda é um cavalheiro. Tudo isto pode ser verdade, mas o pergaminho de sua pele é a camuflagem que a vida te deu. E aí, se estás sozinho nesta fase da vida, você tem que ver na mulher que procuras, abaixo de sua pele, por trás daquela cintura que não é mais a de uma gazela, não enxergar as manchas nas mãos. Beijar os lábios que contem pequenas rugas, como os seus, aliás. Tem que captar seus pensamentos e perceber que ela o ama não pela face que a ela apresenta, mas apesar dela. Que ela ainda pode sentir desejo por você, mesmo com a barriga proeminente. Que ela, certamente, poderá te transmitir a paz que durante tantos anos procurou em rostos e corpos perfeitos, mas a loucura da juventude não a fez alcançar. E aí, e só aí, poderá acalmar o fogo que teima ainda a arder em seu coração.

mar 15, 2010 - Crônicas    No Comments

A dor

A dor

Por Rubens Lace 

“A adversidade é um trampolim para a maturidade” – C. C. Colton

Cada um de nós enfrenta as batalhas que a vida nos impõe de uma maneira. Há aqueles que se entregam, se acovardam diante do mundo, se arrasam. Outros passam a ter ódio de Deus, raiva contra a humanidade, contra o destino que, supostamente, o agrediu. Alguns sofrem calados, depois de um primeiro desabafo da dor causada por uma perda, separação, ou outro infortúnio. Em qualquer situação, porém, o tempo se encarrega de amenizar o sofrimento. Passamos a conviver com a situação de uma forma mais racional, aprendemos que a vida é assim com todos, em maior ou menor grau. O trabalho ajuda a amenizar o sofrimento. E, mesmo sem percebermos, o que nos causou sofrimento, nos provou que somos fortes, pois o suportamos. Quando a dor atinge um casal pode destruir a união, mas quando isso não acontece fortalece os laços que os unem. E a maturidade acontece justamente por isso, por aceitarmos e nos fortalecermos para combater outras vicissitudes. Por experiência própria posso dizer muito sobre isso. Em meu último casamento, que durou oito anos, tive um momento dificílimo, por ter problemas com a depressão. Cheguei ao extremo do sofrimento e só consegui supera-lo por ela estar a meu lado e amparar-me e agüentar minha agonia. Depois de alguns anos foi a vez dela sofrer tremendamente com a doença e falecimento do pai. Filha única tinha verdadeira adoração pelo pai. Qualquer decisão ou problema ela ligava para ele para ouvir o que tinha a dizer. Isso a acalmava. Nos momentos da crise da doença, no hospital ou em casa eu estava ali, ao lado, segurando seu sofrimento, apesar de estar sofrendo junto. No Natal do ano passado estávamos juntos no hospital. Nas vésperas do Ano Novo ele faleceu. Depois de alguns meses resolvemos, de comum acordo nos separarmos. Ela estava morando em S. Leopoldo e eu aqui em Capão. No entanto, apesar de separados os laços de uma grande amizade perduram. O que passamos juntos nos ligou. Amadurecemos com o sofrimento e acho que, mesmo separados, aprendemos que lutamos juntos nos piores momentos de nossas vidas. Somos todos previsíveis quando sofremos, mas é a vida nos ensinando a cada momento. É só sabermos analisar o que ela quer de nós.

Páginas:«1...7172737475767778»