jul 22, 2015 - Crônicas    1 Comment

25 de Julho, Dia do Escritor

Comemora-se o dia do Escritor, como tantos outros: Dia das Mães, dos Pais, do Poeta, Dia Nacional do Livro, etc.  O que tem hoje, escritor para comemorar? É assustadora a estatística que aponta que o brasileiro lê  em  média 4 livros por ano. A pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”do Instituto Pró-Livro, aponta a leitura de 2 livros inteiros até a leitura de 4 livros incompletos, por ano. Nossos vizinhos argentinos e uruguaios leem muito mais.

Todo ser que escreve, o faz para ser lido, execrado ou admirado, não importa, desde que lido. Como formar leitores numa sociedade,   dominada pela cibernética? Como enfrentar a concorrência de tablets, televisão e outros tantos aparelhos  tecnológicos, tão em moda e as novas tecnologias  que surgirão? Como ficarão a reflexão e a crítica, o pensamento criativo e divagador? Somente o texto escrito poderá romper a alienação, propondo questionamentos  e  inquietações. No mundo moderno a leitura é fundamental para o cidadão,  para  a sociedade, para as empresas. Cabe à família e à escola motivar a leitura.

Estão distantes os tempos da leitura em momentos de lazer e entretenimento! Vivemos num mundo conturbado,rápido, “tempo é dinheiro”. Os jovens, serão futuros leitores, quando desde tenra idade são  entronizados  nos eletrônicos? Quando as maquininhas (celulares) dominam suas vidas e suas horas? Quando a comunicação se dá através das redes sociais, quase exclusivamente? O que podemos esperar das novas gerações deste século XXI?

Por Profª Mariza Simon

jul 12, 2015 - Últimas Notícias    No Comments

Centro de Estudos Históricos de Torres e Região

Cópia de autor desconhecido de uma gravura de Jean-Baptiste Debret, acervo dos Museus Castro MayaIBRAM, Rio de Janeiro.

Nova instituição de pesquisa histórica é criada no Litoral Norte gaúcho: o Centro de Estudos Históricos de Torres e Região, cujo objetivo é promover o resgate da História de Torres e Região, além de fomentar estudos e pesquisas nesse campo, entre outras ações. O Centro reúne cerca de 15 profissionais, entre historiadores, jornalista, radialista, pesquisadores, professores, artistas e tem como sede provisória o Espaço Cultural Ten Caten, na rua José Antônio Picoral 146, Torres. A Coordenação é do jornalista Nelson Adams Filho, membro da AELN, e dos historiadores Jaime Batista e Rafael Frizzo. As reuniões são quinzenais.

Entre os participantes a historiadora Camila Eberhardt, o professor e historiador Leonardo Gideon, oceanólogo Geraldo Lima, professor Paulo Timm, delegado Ari Raupp Vieira, engenheiro Luiz Gonzaga Inácio, advogada Sandra Perrenoud, professora Tereza Zago, professora Maria Helena Lima, artista plástico Jorge Hermann, artista plástico e ativista cultural Celina Ten Caten, radialista José Nilton Teixeira, pesquisador Bento Barcelos da Silva.

O Centro já conta com sócios-correspondentes em Rio Grande, através do jornalista Willy César; em Brasília, pelo militar reformado Diderot Lopes e em Porto Alegre, com a historiadora Diana di Castro.

Objetivo comum é trabalhar voluntariamente pelo resgate da História de Torres e região, a promoção de estudos, pesquisas, eventos, ações de cunho histórico e suas interligações com o Turismo, Cultura, Artes, Música. Uma das primeiras ações do Centro é acompanhar as obras de restauro da Igreja São Domingos e promover o resgate e a preservação dos materiais quase bicentenários ali empregados na construção da Igreja, como telhas, madeiramento, altar, acompanhando o Plano de Restauro da Obra. Outra preocupação é com o Centro Histórico de Torres, preservação de casarios, paisagens, além de sua delimitação e inclusão como roteiro turístico. Também a revisão da História de Torres que apresenta vários pontos falhos ou mal pesquisados, além de vazios históricos.

O Centro não tem fins lucrativos e seus integrantes trabalham voluntariamente. A entidade está sendo legalmente registrada para poder interagir com os poderes constituídos. Sua criação resgata um compromisso de 20 anos originado no evento “Raízes de Torres”, da Série Raízes, criada pela professora e historiadora Véra Lúcia Maciel Barroso.

Contatos podem ser feitos com o jornalista Nelson Adams Filho pelo e-mail nelsonadamsfilho@gmail.com

jul 2, 2015 - Crônicas    No Comments

A pressão para viver

Por Mário Feijó

Ontem eu lembrei do meu tempo de menino. Quase tão perto eu diria. E queria logo crescer, talvez pelas inúmeras surras que apanhava. Hoje os tapas que educavam são criminosos. Então muitos filhos passaram a cometer crimes porque não mais apanham, nem recebem castigo. Perderam o medo, e até o respeito.

Eu lembrei que tinha menos de sete anos e por ter tirado a calça e mostrado meu pênis excitado para uma menina da vizinhança (que tinha pedido pra ver), na frente do meu irmão, este contou para o meu pai e eu apanhei uma surra daquelas. Porém lembro até hoje que não havia maldade ou malícia no ato. Era puro exibicionismo de criança, de um lado, e curiosidade do outro.

Também lembro que apanhei por ter chamado meu irmão de palhaço. Mas foi uns tapas merecidos, pois eu sabia que palhaço era nome feio, portanto proibido de ser pronunciado.

Depois de quase 60 anos, e algumas “quase” mortes eu aprendi a dizer “merda” e a mandar “à P.Q.P.”. Hoje as meninas, desde pequenas falam “caralho” e “porra” com a maior naturalidade, como se dissessem pipoca ou chocolate. E a gente tem que não se horrorizar, para não ser tachado de careta e retrógrado. Outro dia eu expliquei pras minhas netas de 15 e 16 anos o que as palavras significavam. Nunca mais ouvi elas pronunciarem tais vocábulos.

Quando criança eu gostava de brincar de amarelinha e de queimei, esconde-esconde; bolas de gude e de pular dos degraus da igreja.

Houve uma vez em que cozinhamos um grilo e demos para um vizinho menor comer. Acho que estávamos iniciando na culinária chinesa (no entanto até hoje sinto remorso por isto).

O pai dos meus amiguinhos da vizinhança, Sr. Juca, era dono de uma mercearia e lá vendiam também sorvetes, ficava bem na frente do colégio onde fiz os primeiros anos: “Grupo Escolar José Boiteux”, no Estreito, em Florianópolis-SC. Aquilo era o paraíso, tanto a escola quanto a mercearia do Sr. Juca e da D. Ranildes. Eles tinham duas filhas e dois filhos. A filha mais velha, Neusa, foi o meu primeiro amor infantil, mas acho que até hoje ela nunca soube disto. Algumas vezes passamos a vida inteira sem dizer às pessoas que as amamos. Sim eu a amei. Mas não é o mesmo amor de gente grande. Era um amor grande, de gente pequena, se você me entende.

Somos assim: nunca dizemos “eu te amo” para nossos pais, para nossos irmãos, algumas vezes nem para nossos filhos. Eu nunca ouvi meu pai ou minha mãe dizerem que me amavam. Hoje eu digo para os meus filhos e eles não acreditam. Por que será que nunca acreditam na gente? Por que será que sempre pensam o contrário do que sentimos?

Parece ser mais fácil odiar, e, em ódio todos acreditam. Mas por que não acreditar no amor quando são os bons sentimentos que nos fazem crescer? Quanta coisa na vida mudaria, se disséssemos mais “eu te amo”…

Fui ensinado a ter medo do amor. Até hoje eu digo e me entrego, mas é sempre uma entrega receosa.

E quando a vida segue, aprendemos a ter medo do mundo. Eu aprendi a ficar atento, porém continuo acreditando nas pessoas, mesmo nas que não acreditam mais em mim. Eu sempre fui e sou solidário…

É fácil pensar que temos milhares de amigos quando somos crianças e também adolescentes. Ai quando finalmente começamos a trabalhar, acreditamos que todos no trabalho são nossos amigos, mas no trabalho temos colegas. Podemos até fazer um ou outro amigo, mas trabalho é ambiente de disputa e onde há disputa, as amizades são fugazes. Ambiente competitivo é fértil solo para traquinagens.

Chega uma hora que, quem sobrevive envelhece e quando não temos alguém como companheiro(a) arrumamos um bando de velhos ranzinzas para ter por perto, com medo da solidão. Nesta hora ninguém tem mais paciência uns com os outros e todos resolvem ser honestos… então somos obrigados a ouvir verdades que não queremos, a aturar o mau humor uns dos outros. Tudo em nome de um companheirismo medroso. Medo da vida. Medo da solidão.

Então para não sermos iguais (e somos) tomamos pílulas, para mijar, para cagar, para peidar, para pressão não subir e até para trepar (hoje em dia tem jovem tomando desde cedo, coitados).

Infelizmente é isto o que nos sobra daqueles tempos tão glamourosos e que na época pareciam tão difíceis. Difícil é viver sozinho, sem um amor por perto.

 

jul 2, 2015 - Últimas Notícias    No Comments

AELN projeta novos rumos em atividades literárias

Na tarde dessa quinta-feira (02.07), estiveram reunidos na Casa de Cultura de Capão da Canoa, o diretor de Cultura do Município Felipe Daer, os membros da Academia de Escritores do Litoral Norte Célia Victorino e Leda Saraiva Soares mais os produtores de cultura Clovis Wolkner, também advogado, e Dionatan Rosa, teatrólogo. O tema tratado foi os novos rumos da AELN em seus eventos literários. Grandes novidades vem por aí.

Reunião na Casa de Cultura em Capão com produtores de cultura.02.07.15

Reunião na Casa de Cultura de Capão em 02.07.15

Assessoria de Imprensa da AELN

jun 30, 2015 - Últimas Notícias    No Comments

O Litoral vai à Serra

O Litoral foi à Serra, levando a cultura litorânea para beber da cultura serrana, em Gramado, através lançamento do livro Outonos, da escritora Evanise Bossle, da AELN, na Feira do Livro de Gramado.

A escritora Evanise Bossle  agradece a SMEC de Imbé que disponibilizou uma van para  as escritoras Célia Victorino, Carmem de Oliveira  e Silvânia Anderson, membros da AELN, que estiveram em Gramado e participaram do Bate-papo e sessão de autógrafos.

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Fonte: Assessoria de Imprensa da AELN

jun 27, 2015 - Últimas Notícias    No Comments

Em desfile de carros alegóricos Escolas Municipais homenageiam escritores

Dia 27 de junho de 2015, sábado às 14:00 horas, teve início o tradicional desfile de carros alegóricos, decorados pelas escolas municipais de Tramandaí. As Escolas Infantis Municipais “Amor Perfeito” e “Criança Feliz” homenagearam a escritora Leda Saraiva Soares, membro fundador da AELN dando destaque para seu livro infantil: “ REINO ENCANTADO DO PEIXE-REI”.

Os carros alegóricos percorreram as avenidas Emancipação e Fernandes Bastos, no centro e Tramandaí, chegando ao palanque oficial no Parque de Eventos, onde acontece a Festa Nacional do Peixe.

Fonte: Assessoria de Imprensa da AELN

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