jun 17, 2019 - Resenhas   

Palavras, encantos e encontros

Recentemente Cristina Maria de Oliveira, acadêmica da AELN, Professora dos cursos de Letras e Pedagogia da Unicnec, lançou “Palavras, encantos e encontros”, seu mais recente trabalho literário. O evento de lançamento integrou as programações da semana que comemora o Dia do Escritor Osoriense, em 8 de junho, na Biblioteca Pública Fernandes Bastos,  com bate-papo sobre a obra, sessão de autógrafos e música, ofertada pela musicista Giselle Frufrek.

O evento, foi, aliás, como devem ser todos os eventos de lançamento dos livros de poemas – e diga-se isso a bem da intensidade poética – rodeado de pessoas e sentimentos especiais, farto de versos rimados no papel ou na voz de quem recita ou canta. A poetisa estava lá não somente para autografar o livro pronto, mas para “desaprontá-lo”, entregando-o ao leitor para que, este sim, desse continuidade e sentido às palavras através de encantos e encontros com a poética de Cristina.

O livro é uma coletânea de poemas que fala dos sentimentos, ou que os acusa no cotidiano, a fim de que o leitor os possa perceber. São poemas que dizem, com delicadeza, dos sentimentos que nos envolvem e que são essenciais à vida. Amor, amizade, sonho, esperança, fé. Tudo isso revelado pela verve leve da autora que está a nos dizer, em versos, que a vida não está prosa e que, em tudo, vale ser vivida com intensidade.

O livro é, sobretudo, necessário. Necessário aos dias atuais onde as pessoas parecem estar (ou ser) cada vez mais impessoais, individuais, distantes pelo simples fato de acharem, erroneamente, que manifestar afeto é algo fora de moda, cafona ou pior, desnecessário. Nos poemas que lemos em “Palavras, encantos e encontros” podemos ser chamados de volta à razão evidenciando que tudo e todos que nos cercam nos trazem algo a fim de que possamos dar sentido a vida em suas parcelas, os momentos.

E são tantos os momentos que a autora compartilha conosco em seus versos: rememora a infância, os tempos e os desejos idos. Isso, de forma com que estes tempos distantes e estes desejos passados possam parecer próximos e presentes. Cristina, em seu livro, nos faz encontrar com as saudades que não doem, mas com aquelas, raras, que afagam a alma e dizem “valeu a pena”.

Como disse Rodrigo Prates, autor do prefácio da obra, “é um livro cheio de coragem e sem arrependimentos”. É, como eu disse anteriormente, necessário. Necessário aos dias atuais e, como poesia é atemporal, é também necessário aos dias que virão. Isto porque Cristina escreve como quem resiste na defesa dos bons sentimentos.

Gabriel Fernandes – Acadêmico da AELN, Poeta, Professor e sempre aluno da Cristina.

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jun 11, 2019 - Textos históricos   

ETERNO RUY RUBEN RUSCHEL

Ruy Ruben Ruschel

Nesse 11 de junho completam-se 20 anos da morte de Ruy Ruben Ruschel. Advogado, professor, juiz, desembargador, pesquisador, cronista e historiador, Ruschel nasceu em Porto Alegre em 27 de janeiro de 1926, filho de Henrique Afonso Ruschel e Dalila Picoral Ruschel. Tinha, portanto, 73 anos ao morrer, vitimado por um câncer. Casado em primeiras núpcias com Heronita Raupp, de cujo matrimônio nasceram os filhos Régis Roberto, Rogério, Ricardo e Ruben. Viúvo, casou-se com Beatriz Clezar. Ambas de tradicionais famílias torrenses.

Torres foi uma de suas grandes paixões! Para ela dedicou quatro livros– Torres, a Rainha das Praias, em parceria com sua mãe -, Torres Origens, por ocasião dos 10 anos do jornal Gazeta e da realização do Raízes de Torres, Os Fortes de Torres e Por Mares Grossos e Areias Finas. Na área do Direito teve publicado Dinâmica das Classes Sociais, pelo Instituto Estadual do Livro, em 1966. Outras duas obras fazem menção a Ruschel ou são trabalhos seus: O Direito Público em Tempos de Crise, Estudos em Honra a Ruy Ruben Ruschel, organizado e editado por Ingo Wolfgang Sariet em janeiro de 1999, e Torres Tem História, organizado por Nilza Huyer Ely, editado pela EST em 2004, e que reúne mais de 800 colunas publicadas no Jornal de Torres e Gazeta entre 1985 e 1999. Além de uma centena de outros trabalhos de pesquisas históricas e arqueológicas, colunas em jornais e revistas da cidade de Torres e região. Bem como a participação em seminários, palestras, congressos sempre tendo Torres (ou o Litoral Norte) como ponto de referência.

A História era também outra de suas paixões! Parte de sua obra está no acervo do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, doada pela família; outros artigos e crônicas em publicações do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, do qual era membro.

Em Torres Origens, resumo de um trabalho de pesquisas de 25 anos, com sapiência e visão, ele conclama outros apaixonados pela História a seguirem adiante. A não se contentarem com o que estava até então pesquisado e escrito. Tinha noção de que a História não tem fim ou limites! É inesgotável, acompanhando a vida humana sobre a terra.

Ruschel é, sem dúvida, a base para as fontes de consulta sobre a História de Torres e região. É através dele que sempre se inicia um trabalho! Pode não ser completo, atual – pois a História é dinâmica, sendo essa uma de suas características -, mas é obrigatório ir até a obra de Ruschel ao menos como um ponto de partida; para verificar o que está registrado; para confirmar-se se está no rumo certo; ainda para saber a opinião dele sobre determinado tema.

Consultar Ruschel é obrigatório. Imprescindível quando se trata da História de Torres!

Nesses 20 anos que se completam tristes com sua ausência física, resta ao menos o consolo de poder ouvi-lo através de sua obra. E saber que a Academia dos Escritores do Litoral Norte (AELN) ao constituir seus assentos na Galeria dos Imortais, destinou a Ruy Ruben Ruschel a Cadeira de nº 12, a qual, em vida, terei a honra e o orgulho de ocupá-la, buscando dignificá-la, em sua memória.

Eterno Ruy Ruben Ruschel nesses 20 anos! O Tempo, a História e os Homens rendem-lhe homenagens!

Nelson Adams Filho

Jornalista – Historiador – Acadêmico

jun 5, 2019 - Dicas de Leitura   

Dia Mundial do Meio Ambiente

Comemora-se hoje, 05 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data fora criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas na resolução (XXVII) em 15 de dezembro de 1972, que abrira a Conferência de Estocolmo, na Suécia, cujo tema central era o Ambiente Humano.

A data nasce com o objetivo de conscientizar a população da necessidade de preservação do Meio Ambiente. Como manifesto em defesa desta data, a Academia de Escritores do Litoral Norte indica, da acadêmica Celia Aito Victorino, a leitura de PLANETA ÁGUA MORRENDO DE SEDE – UMA VISÃO ANALÍTICA NA METODOLOGIA DO USO E ABUSO DOS RECURSOS HÍDRICOS.

Este E-book data de 2007 e foi o primeiro lançado pela EDIPUCRS. Está disponível na Internet, com acesso gratuito, e pode ser acessado através do link: http://www.pucrs.br/edipucrs/online/planetaagua.pdf

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maio 27, 2019 - Últimas Notícias   

Feira do Livro de Lindolfo Collor

Na última semana a acadêmica Maria De Lourdes Werlang foi até o município de Lindolfo Collor e, integrando as atividades da Feira do Livro deste município, visitou o Grupo Integrar.

Maria de Lourdes conversou com o grupo, falando sobre seu primeiro livro, De seminarista a andarilho: uma janela no tempo. Além disso, a acadêmica expôs o trabalho realizado pela Academia.

*Colonizado por imigrantes alemães, o município de Lindolfo Collor foi criado em 1992. Antes de emancipar-se, a localidade era chamada de Picada Capivara, devido ao grande número de capivaras avistadas na região pelos primeiros moradores. Ao emancipar-se, a comunidade de Picada Capivara adotou novo topônimo para homenagear o ministro do Trabalho de Getúlio Vargas, Lindolfo Collor.

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maio 23, 2019 - Últimas Notícias   

Bruno Mariotti lança seu primeiro livro

O mágico Bruno Mariotti, filho do Presidente da Academia de Escritores do Litoral Norte, Fabian Mariotti, lançou seu primeiro livro, O misterioso caso do menino das ideias inesgotáveis – Contos e Mágica.
 
O lançamento do livro, a sessão de autógrafos e o show de mágicas aconteceram em Imbé, na Escola de Música Guaracyra Ramos Kramer e reuniu representantes da cena cultural, educacional e política da região.
 
O livro é um projeto realizado com recursos do Governo do Rio Grande do Sul, por meio do Pró-Cultura RS FAC – Fundo de Apoio à Cultura e terá distribuição gratuita às escolas da região.
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