out 31, 2015 - Crônicas    No Comments

Ao longo do caminho

Por Artur Pereira dos Santos

Há exatos 40 anos deixei de lado minha última Monark. Hoje, diante das circunstâncias que transformaram em pesadelo o que poderia ser a simples acomodação dos elementos ouo desgaste esperado dos metais me dirigi à casa que vende bicicletas há tanto tempo quanto ao que adquiri aquela que abandonei depois de usá-la nos primeiros anos a serviço do meu último patrão, sem cobrar um centavo pelo desgaste.

Minha intenção era saber o quanto custava uma, poderia ser usada, para que viesse a ocupar o espaço que deixarei vazio quando vender o carro que hoje possuo.

Na verdade não existe a intenção de adquirir ou vender coisa alguma. Foi a forma que encontrei para passar entre o pesadelo e o sonho sem arranhá-los. Embora a vontade fosse destruir o primeiro e abraçar o segundo.

Cumprimentei os amigos que encontrei na loja e segui na caminhada em direção ao ponto que queria evitar: Comprar passagens para voltar ao local que já me acostumei, mas que sei não ser o meu lugar.

Encontrei amigos e desconhecidos. Com eles conversei para esquecer tantas coisas que me passavam pela cabeça. Cumprida à primeira etapa proposta, dirigi-me a casa de minha irmã.

Meu caminhar penoso fazia-me parar para olhar nomes de ruas nas placas das esquinas. Em uma delas fiquei a comparar quem chegara primeiro a cidade: Se Orestes Clemente Serra ou Lídio Antônio Monteiro, embora soubesse de antemão que quem chegou primeiro foi o último.

Lembrei que naqueles locais encontrava perdizes quando voltava da venda de doces da Dona Cristina ou pé de moleques feito por minha mãe, quando a dunas da Zona Nova eram arrastadas por juntas de bois até os locais que precisavam ser aterrados.
A doce recompensa apareceu apenas quando parei à sombra de um a pitangueira e dela provei algumas frutas maduras, enquanto pensava o quanto já representaram em minha história.

Quando viemos ainda crianças para Capão da Canoa eu e uma de minhas irmãs, já falecida, deixamos as carretas com nossos pais seguirem adiante e viemos apanhando pitangas à beira da cerca que seguia paralela aos contornos da Lagoa dos Quadros.
Pensei mesmo inconformado com as circunstâncias atuais: Afinal, ainda existem pitangas ao longo de meu caminho.

out 19, 2015 - Poemas    No Comments

O amor e a paixão

Por Bárbara Sofia Barros Telles

O Amor é verdadeiro
A paixão é duvidosa
O Amor é certo
A paixão é enganosa.

Quero um Amor
Não mais uma paixão
E parar de machucar
Esse meu aflito coração.

Mas e você,
Qual seria a sua opinião,
Sobre essa pequena diferença,
Dentre o Amor e a paixão?

 

out 19, 2015 - Poemas    No Comments

Encontro de olhos

Por Karolaine Heckler

A menina dos olhos verdes, olhou nos olhos pretos
No menino havia plumas no lugar dos cabelos
A menina sorriu para baixo
O menino a envolveu em seus braços.
Os olhos verdes sussurraram:“Será que isso é amor?”
As plumas respondiam
“Espero que não resulte em dor.”
Felicidade, carinho, risadas
“Até quando?”
A menina dos olhos verdes se perguntava
Todos os olhos são únicos
Todos te desafiam a desvendar um mistério
Se é verdade ou não
Fica a seu critério.

out 19, 2015 - Poemas    No Comments

A vida

Por Laysa Orceano, de Tramandaí

O que podemos fazer, se a vida não nos dá tempo,
O tic-tac voa e nós nem percebemos.
Não sabemos o que vai acontecer,
Podemos ter certeza apenas, do que hoje está havendo.
O futuro Deus guarda pra si, o passado,
Por outro lado nem sempre é bom para ti.
Ontem, nós nascemos, hoje somos crianças,
Amanhã iremos nos formar
O tempo já está passando e, não temos como saber,
No que iremos nos tornar
As coisas não são sempre do jeito que planejamos, mas,
Fazer o que, a vida dá voltas e não podemos controlar isso.
Mas tudo no final acaba muito bem, bom,
Pelo menos eu acredito nisso.

out 19, 2015 - Poemas    No Comments

Socorro!

Por Tais Alessandra Samaniego Krueger, EMEF Rui Barbosa, de Imbé

Agora não sei mais nada,
Fugir não e a solução
Tudo depende de uma escolha
E para isso é preciso ponderação.

Dividida estou,
E sem rumo também,
Pois não quero na minha decisão
Magoar ninguém… O que fazer?

Sentimentos confusos e loucos
Como posso tomar essa decisão?
Que sufoco! Não é fácil, pois se fosse,
Não estaria pedindo Socorro!

out 19, 2015 - Poemas    No Comments

Coisas Boas

Por Maiquiel Fernando, de Capivari

Coisa boa jogar bola na rua,
Brincar com os amigos,
Tomar chimarrão sentado no chão.
Coisa boa ver filme com primos e amigos,
Coisa boa comer pipoca sentado na lajota,
Coisa boa comer brigadeiro e rir o dia inteiro.

out 19, 2015 - Poemas    No Comments

Meu coração

Por Luiza Souza Cardoso, de Tramandaí

Meu coração é meio criança,
Vive cheio de esperança
Quase um adolescente,
Pois vive rindo, contente
É um coração cheio de ilusões
E não se cansa de emoções!
Ele não consegue ver a maldade,
Sempre acredita que é verdade
Apesar de tudo, acredita na amizade
Acredita ainda na felicidade,
De alguém que vem para amar de verdade!

out 19, 2015 - Poemas    No Comments

As Flores

Por Leonan Gomes Terra, EMEF Rui Barbosa, de Imbé

As flores são belas.
E também coloridas.
Uma rosa e uma margarida.
Todas elas têm vida.

No jardim todas elas estão.
Por uma rosa vermelha e branca se apaixonou meu coração.
Meus olhos brilharam de tanta emoção.
E para a menina mais bela dediquei meu coração! 

out 19, 2015 - Poemas    No Comments

Saudade

Por Raquel Santos, de Capivari do Sul

Porque saudade machuca tanto?
A falta de alguém que gostamos
Uma pessoa especial
Que não é muito normal
Vontade de tê-lo aqui
E o ver sorrir
Odeio a saudade
Quando bate a saudade parecemos bipolar
Dá vontade de sorrir e às vezes de chorar
Falar por mensagem não é o suficiente
Porque ainda queremos ele perto da gente
Fazê-lo feliz
É tudo que sempre quis
Mas acaba que é ele quem nos faz feliz!

AELN premia vencedores do 1º Concurso de Poesia

 A AELN entregou neste sábado (17.10), os prêmios aos vencedores do 1º Concurso de Poesia – edição 2015, realizado por esta entidade. O evento transcorreu na Câmara de Vereadores de Imbé que foi palco também de um Sarau Poético, oferecido em homenagem aos poetas vencedores. Participaram as escolas de Capivari do Sul, de Imbé e de Tramandaí. Saíram vencedoras as escolas EMEF Capivari com os alunos Raquel da Silva Santos, 1º Lugar na categoria 1 e Maiquiel Fernando dos Santos Guimarães com Menção Honrosa. De Imbé a EMEF Rui Barbosa nos apresentou os alunos Leonan Gomes Terra, com 1º Lugar na categoria 1 e Taís Alessandra Samaniego Kruger na categoria 2. Tramandaí nos presenteou com os alunos Luiza Souza Cardoso 1º Lugar na categoria 1; Laysa Orceno, Menção Honrosa na categoria 1; Karolaine Heckler com 1º Lugar na categoria 2 e a Menção Honrosa ficou com Bárbara Sofia Barros Telles. De Tramandaí participaram a Escola Almirante Tamandaré e a Escola Castelo Branco.

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Cláudia Duarte12167917_1058483750852030_1795975013_n Cláudia e Rodrigo com a canção pintada

Para abrilhantar mais ainda o Sarau de entrega dos prêmios, estiveram presentes os colegas escritores Rodrigo Rocha e Cláudia Duarte, juntamente com sua mimosa filhinha Olívia, que encantaram com suas vozes e solo de violão no seu projeto, Música Pintada. E o resultado foi uma linda tela pintada na hora. A AELN agradece a todos, que de uma forma ou outra, ajudaram a fazer uma tarde tão enriquecedora.  

A AELN agradece a presença da diretora de Cultura de Imbé Márcia Bráz e das professoras Narah F. de Lima,de Tramandaí, Ana Miranda de Capivari  e Professora  Raquel de Imbé. As escolas receberam um Certificado de Reconhecimento pela participação no concurso e os alunos foram agraciados com Medalhas, com um kit de livros presente da Livraria Bambi, dois ingressos para o Parque Aquático Acqua Locos, um CD com o 1º livro sobre Tramandaí, editado em 1985 da colega escritora Leda Soares. Ainda levaram uma coletânea de nossas Antologias e livros dos escritores Carmem Regina Oliveira, Evanise Brossle, uma dos idealizadores do concurso e, de Maria de Lourdes Werlang. Foi uma ocasião que vai ficar na memória.  

Fonte: Assessoria de Imprensa da AELN

 

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