ago 17, 2016 - Poemas    Sem comentario

Fogão à lenha

Por Carmem Regina

Lembro -me com carinho e saudade daquele tempo de infância. Eu, meu irmão e meu pai em volta daquele fogão à lenha, no cantinho da cozinha. A brasa aquecia aquela quantidade de pinhão, até que ficassem assados, no ponto certo. Meu pai fazia isto com maestria. Não falava muito, mas dentro daquele silêncio havia, com certeza muito amor. Acredito nisso. A saudade e as lembranças ocupam minha mente e meu coração.

Nunca mais comi pinhão assado, nem me sentei em volta do fogão à lenha. O fogão envelheceu e enferrujou com o tempo. Pinhão eu como, mas não dá mesma maneira, e meu pai não está mais entre nós para assá-los na brasa.

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