mar 10, 2015 - Crônicas    Sem comentario

Dia Internacional da Mulher

Por Mariza Simon

Não simpatizo com a ideia de uma data dedicada somente à mulher.  Acredito na parceria homem-mulher. Ambos os sexos são merecedores de uma homenagem  especial. Mesmo assim, sendo a data comemorada  na maioria de países  de nosso planeta , por solicitação, não vou me furtar a dar algumas opiniões.

Não resta dúvidas de que a mulher conquistou, e  merecidamente,  seu lugar nas sociedades ocidentais. Usos e costumes mudaram ao longo dos últimos cinquenta anos. Para minha geração (década de 30)  aconteceram avanços significativos  para a afirmação do sexo feminino.

Lembro-me de meus tempos de juventude.“Moça não saia  sozinha á noite, não namorava  sem a presença de um dos pais(geralmente a mãe ou uma tia solteirona), o namoro não passava da troca de olhares ou de um furtivo aperto de mãos, a virgindade era uma questão intocável (as moças “faladas” não frequentavam os bailes da sociedade), oportunidades profissionais eram raras (só o magistério  acenava como uma ocupação longe do fogão), enfim eram tantos os óbices  impostos às mulheres que a maior realização era o casamento, que lhes dava condição de sair da casa dos pais, e tantas outras situações particulares.

Não pretendo generalizar este comportamento mas, na sua maioria, as mulheres se limitavam a servir ao marido, ter filhos e gerir o lar, ( as tão endeusadas “donas- de- casa”, sustentáculos da família, que mascaravam as  angústias e questionamentos femininos). A ativista Betty Friedan  revolucionou o mundo feminino com seu movimento nos Estados Unidos, (década de 60) logo seguido por outros países, com diferentes graus de intensidade. A tese defendida pelo seu trabalho literário- “Mística Feminina” (1963) abriu espaço para movimentos reivindicatórios de mulheres em diferentes lugares.

Porém, o  contraceptivo hormonal (a pílula) lançado em 1960 nos   Estados Unidos , foi a libertação social  da mulher. Movimentos como os de Woodstock, dos “hippies-paz e amor”, a efervescência da juventude foram importantes para mudarem os costumes e abrirem significativos caminhos.

Após o surgimento da “pílula” a mulher tornou-se dona de seu corpo e de seu prazer. Foi sua independência, uma revolução cultural, pois já não estava mais atrelada a  preconceitos e submissão.  Nos 50 anos seguintes , foi conquistando posições com seu esforço e trabalho ,num  mundo, até  então  ,somente  masculino.

Neste séculoXXI, se  faz necessária uma reflexão sobre as conquistas das mulheres  e   seu papel social como parceira do homem, em busca de um mundo mais harmonioso e desenvolvido,  com oportunidades para todos. Em alguns países europeus já se encontram questionamentos e indagações  sobre as consequências sociais  da liberação feminina, buscando um novo redirecionamento do papel feminino na sociedades modernas.

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