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maio 21, 2012 - Poemas    No Comments

A terra de Maria

Por Mário Feijó, 19.05.2012

Um dia o solo se abria
Feito as pernas de Maria
Terra seca, solo infértil
E o corpo de Maria
Crescia, inchava, intumescia
Porque Maria estava grávida

Na terra seca Maria gritava
Parindo mais um filho
De mais um pai que se fora
E o filho não vingava
Só Maria que gemia
Na terra seca
Maria gemia e gritava..

abr 10, 2012 - Poemas    No Comments

Metáforas

Metáforas

Por Mário Feijó, 06.04.2012

Eu preciso de metáforas
Para colocar em meus versos
Disseram-me que estão amargos
Coloquei neles muitas flores: girassóis e outras
Com a intenção de atrair abelhas
Mas elas fazem mel longe de mim
E as borboletas que por aqui passaram
Morreram todas ontem…

Há lagartas sim
Que eu quando criança
Matava-as com medo…

Por que é que ninguém diz às crianças
Que lagartas são futuras borboletas?

Acho que minhas metáforas
Foram todas mortas
Quando pisei nas lagartas de outrora
E agora nem meus girassóis querem girar mais

Há somente luzes
Que se acendem sozinhas
Talvez elas queiram me dizer algo
Ou simplesmente me mostrar as metáforas…

fev 17, 2012 - Poemas    No Comments

Tentações

Por Mário Feijó, 14/02/2012


Ainda que eu me perca
Em outros braços porque
Sou um ser em aprendizagem
E a vida nos coloca tentações…

Ainda que eu me perca
No vale da morte
E por lá não te encontre
Continuarei te amando…

Eu quero me eternizar em ti
E gostaria que soubesses
Que a única forma de me eternizar
É neste amor… então deixe-me te amar…

jan 3, 2012 - Poemas    No Comments

Apenas mulher

Apenas mulher

Por Mário Feijó, 03/01/2012

Algumas mulheres nascem
Com o destino de serem santas
Outras apenas puras
E algumas para serem apenas mulher

Eu conheci uma que era assim
Não tinha nada de santa
Jamais pretendeu ser pura
Porque era verdadeira

Mas em momento algu
mDeixava de ser mulher
Era mulher quando me amava
Era mulher quando protegia os filhos
Era mulher quando respirava
E continuou sendo ainda
No dia em que parou de respirar

Não era pura, nem santa
Não era cruel, nem mesquinha
Porque tinha amor em demasia
Era alguém que pedia
Era alguém que sabia se doar…

jan 2, 2012 - Poemas    No Comments

Prova de fogo

Prova de fogo

Por Mário Feijo, 02/01/2011


Havia sempre um sorriso no teu rosto

Se nele haviam mentiras

Elas tinham gosto de verdade

Um jeito fresco de tarde amena

Que me faziam muito bem

E agora que aqui não estás

Nem tens como te defender

Querem te tachar de trapaceira

Mas trapaceiros são todos aqueles

Que fazem qualquer coisa por dinheiro

Não havia como ter mentiras

Por detrás de todos os teus sorrisos

Não tinham como ter mentiras

Nos raios de pratas que tu exalavas

Os teus beijos eram mais sinceros

Que as nuvens que passavam

Algumas delas escondiam lágrimas

Mas dos teus olhos apenas caiam chuvas…

dez 29, 2011 - Poemas    No Comments

O despertar de um novo ano

O despertar de um novo ano

Por Suely Braga


Ano Velho desaparece.

Voa para o infinito.

deixa uma nuvem de saudade ,de lembranças.

Ano Novo desce numa dourada carruagem.

Traz na bagagem

vida,expectativas esperança.

Cristais tilintam.

Borbulham champanhas.

No ceu o cintilar das estrelas

confunde-se com a pirotecnia dos fogos de artifícios.

Abraços apertados,

alongados ,plenos de afeto ,de amor

Abraços vazios despidos de sentimentos.

Na areia branca da praia ginga o Iemanjá.

O planeta desperta com o rufar dos tambores.

O som da trombeta anuncia um Novo Ano.

O mundo gira veloz na roda do tempo.

dez 23, 2011 - Poemas    No Comments

O Natal que eu queria

O Natal que eu queria

Por Suely Braga

Eu queria um Natal
sem fome.
Onde a Paz
florescesse  entre os homens,
Onde não imperasse
a maldade e a arrogância,
nem a corrupção
e a violência.
Sem guerra, sem genocídios,
Sem injustiças, nem exclusão.
Onde todos se amassem como irmãos.
Não uma festa de Noel.
A grande comemoração
fosse para Aquele
que trouxe a Salvação.
Uma festa de igualdade,
de fraternidade,
de solidariedade.
Onde reinasse
o verdadeiro espírito do Natal.
E que todos comemorassem com emoção,
o nascimento do Deus Menino de Nazaré
Com alegria, Amor e Fé.
Com Esperança de um novo mundo.
Que todos os dias do ano fossem Natal.

out 3, 2011 - Poemas    No Comments

O amor é uma droga pesada

O amor é uma droga pesada
por Rosalva Rocha – 14/09/2011

amor é vício
pé no precipício
fogo faceiro
livres labaredas
ardente desejo
loucura desenfreada
voo para o absurdo
mergulho profundo
sonhos – claridade alterada

quando há troca
transborda mudanças
altera cenário
enredo
transforma corpos
emana prazer
faz crescer

se finda (com amor)
coração em ruína
corpo estendido
veia exposta
urgente morfina

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