Archive for the ‘Poemas’ Category

Metáforas

terça-feira, abril 10th, 2012

Metáforas

Por Mário Feijó, 06.04.2012

Eu preciso de metáforas
Para colocar em meus versos
Disseram-me que estão amargos
Coloquei neles muitas flores: girassóis e outras
Com a intenção de atrair abelhas
Mas elas fazem mel longe de mim
E as borboletas que por aqui passaram
Morreram todas ontem…

Há lagartas sim
Que eu quando criança
Matava-as com medo…

Por que é que ninguém diz às crianças
Que lagartas são futuras borboletas?

Acho que minhas metáforas
Foram todas mortas
Quando pisei nas lagartas de outrora
E agora nem meus girassóis querem girar mais

Há somente luzes
Que se acendem sozinhas
Talvez elas queiram me dizer algo
Ou simplesmente me mostrar as metáforas…

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Tentações

sexta-feira, fevereiro 17th, 2012

Por Mário Feijó, 14/02/2012


Ainda que eu me perca
Em outros braços porque
Sou um ser em aprendizagem
E a vida nos coloca tentações…

Ainda que eu me perca
No vale da morte
E por lá não te encontre
Continuarei te amando…

Eu quero me eternizar em ti
E gostaria que soubesses
Que a única forma de me eternizar
É neste amor… então deixe-me te amar…

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Cataventos

sexta-feira, janeiro 27th, 2012

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Apenas mulher

terça-feira, janeiro 3rd, 2012

Apenas mulher

Por Mário Feijó, 03/01/2012

Algumas mulheres nascem
Com o destino de serem santas
Outras apenas puras
E algumas para serem apenas mulher

Eu conheci uma que era assim
Não tinha nada de santa
Jamais pretendeu ser pura
Porque era verdadeira

Mas em momento algu
mDeixava de ser mulher
Era mulher quando me amava
Era mulher quando protegia os filhos
Era mulher quando respirava
E continuou sendo ainda
No dia em que parou de respirar

Não era pura, nem santa
Não era cruel, nem mesquinha
Porque tinha amor em demasia
Era alguém que pedia
Era alguém que sabia se doar…

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Prova de fogo

segunda-feira, janeiro 2nd, 2012

Prova de fogo

Por Mário Feijo, 02/01/2011


Havia sempre um sorriso no teu rosto

Se nele haviam mentiras

Elas tinham gosto de verdade

Um jeito fresco de tarde amena

Que me faziam muito bem

E agora que aqui não estás

Nem tens como te defender

Querem te tachar de trapaceira

Mas trapaceiros são todos aqueles

Que fazem qualquer coisa por dinheiro

Não havia como ter mentiras

Por detrás de todos os teus sorrisos

Não tinham como ter mentiras

Nos raios de pratas que tu exalavas

Os teus beijos eram mais sinceros

Que as nuvens que passavam

Algumas delas escondiam lágrimas

Mas dos teus olhos apenas caiam chuvas…

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