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jun 14, 2010 - Crônicas    No Comments

Seminário de Capacitação da LIC

Seminário de Capacitação da Lei de Incentivo à Cultura – LIC

O Secretário de Estado da Cultura, Cézar Prestes, convida para o Seminário de Capacitação da Lei de Incentivo à Cultura – LIC a realizar-se na Câmara de Vereadores de Imbé em parceria com a Prefeitura Municipal de Imbé.

Temas: Sistema LIC, Apresentação de Projetos, Oficina de Formatação, Captação de Recurosos e Prestação de Contas.

Data: 23/06/2010 (quarta-feira).

Hora: das 8h30min às 16h.

Local: Câmara de Vereadores de Imbé, Rua Sapiranga, 411, Centro, Imbé.

Inscrições: As solicitações para inscrição devem ser encaminhadas para o e-mail lic@cultura.rs.gov.br e devem conter nome completo, município e instituição. Aguarde confirmação da inscrição por e-mail. O ingresso é a doação de um livro.

 

 

maio 14, 2010 - Crônicas    1 Comment

O Esquilador

O Esquilador

Por Artur P. dos Santos

“As tesouras cortam em um só compasso
enrijecendo o braço do esquilador”.

Também roubaste galinhas? Era a pergunta comum quando alguém aparecia de cabeça raspada na pequena cidade, onde todos conheciam todos. Tudo por conta de alguns rapazes que tentaram surrupiar algumas penosas para festejar o aniversário de um deles e foram pegos em flagrante e levados até a autoridade policial,

O delegado da época sabia que não era caso extremo. Aquilo não passava de arroubo de jovens e determinou que todos tivessem a cabeça raspada, como punição..

Enquanto isso o cabelo do rapazote continuava espetado. Sentia vontade de raspá-lo, quem sabe ao crescer viesse diferente. Talvez com a possibilidade de armação daquele topete que tanto admirava nos mocinhos dos filmes que assistia aos domingos no único cinema da cidade. Faltava-lhe, entretanto, coragem para enfrentar a gozação dos amigos.

À medida que o tempo passava, seu cabelo tomou outra forma, dificultando-lhe a manutenção sobre a cabeça quando o nordeste soprava mais forte. Depois veio a necessidade de reparti-los para fechar a clareira que se acentuava no ponto mais alto de sua mediana estatura.

Os anos passaram, A cidade cresceu. Seus habitantes eram outros. Talvez ninguém mais lembrasse do episódio das galinhas e ele voltou a pensar em raspar a cabeça. Já não sentia constrangimento e aprendera a assimilar todas as observações feitas sobre o avançado espaço sem cabelos no mesmo lugar que antes tentava esconder.

Sentou-se na cadeira do salão de costume e foi apresentado ao responsável pelo corte daquele dia. Era véspera de natal e estava disposto a raspar a cabeça antes de passar alguns dias no litoral.

Não era o mesmo profissional que conhecia. Era novo no estabelecimento e ele tratou de questioná-lo sobre a habilidade que possuía.

À medida que ia sendo informado do currículo, foi criando coragem para pedir que passasse a máquina número três, Avaliaria e, se gostasse, passaria para a de número dois. Afinal, foi informado de que o homem tinha trinta e quatro anos de idade, dez como profissional no corte de cabelos, trabalhando em um salão com seu pai, com quem aprendera tudo.. E mais, dos dezenove aos vinte e quatro havia trabalhado na tosquia de ovelhas na fronteira gaúcha. Podia confiar.

mar 29, 2010 - Crônicas    No Comments

Analisando Thalia…

Analisando Thalia…

Por Rosalva Rocha – 15/03/10

Hoje resolvi parar para analisar Thalia, se é que este é um direito que me assiste. Thalia foi uma grande amiga de infância e que, muito nova ainda, casou-se. De lá para cá “aposentou-se”, mesmo que inconscientemente, dos amigos, dos tios, dos primos e de tantas pessoas que sempre a amaram. Sempre foi dócil, bonita, cabelos lisos e pesados, olhos pretos muito expressivos e uma boca que muitos desejavam. Mas Thalia escolheu o “seu mundo” e nele ficou. Teve filhos, dedicou-se de corpo e alma a eles, cuidou de familiares, trabalhou, mas sequer “caminhou pelo mundão que existe aqui fora”.

Os anos passaram, os filhos cresceram, começou a ter mais tempo, alguns fatos inesperados aconteceram e Thalia, subitamente, renasceu …
Renasceu como uma criança pronta para esperar o presente de aniversário.
Renasceu para a sua beleza e passou a cuidar melhor de si.
Renasceu para a família que havia deixado perdida sem perceber.
Renasceu para o trabalho, que sequer sabia o significado.
Renasceu para a sua auto-estima, há tantos anos adormecida. E Thalia me prometeu há poucas semanas atrás:
– “De agora em diante serei outra!”
E, quando eu estava querendo dizer o quanto estava feliz com isto, ela complementou:
– “Mas será que ainda há tempo para isto?”
Tempo, tempo … o tempo!

Só ele para abrandar a minha alma, trazer-me mais calma, mostrar-me o grande caminho que tenho pela frente. E tudo o que tenho de projetos em mente. Só ele para me fazer renascer, crescer, remexer na minha vida, para melhor viver…
E eu lhe disse:
– Thalia: sempre há tempo! sempre!

mar 25, 2010 - Crônicas    No Comments

Leve-me contigo

Leve-me contigo

Por Mário Feijó, 25.03.2009

Leve-me com você
Quero conhecer tua estrela
O lugar aonde moras
A tua casa – meu paraíso…
 
Não me deixe só
Quero contigo viajar
Nosso lugar é no infinito azul
 
Eu posso voar contigo
Sei que posso
Então me leve…
 
De que planeta vieste?
Sei que não és da Terra
Um ser divino feito você
Não pode ser humano – é angelical…

mar 19, 2010 - Crônicas    No Comments

Um adeus que não se quer dar

Um adeus que não se quer dar

 Por Almeri E. de Souza

Meu pai sempre diz que o difícil de viver muito – ele já está há 90 anos por aqui- é que se tem de enterrar os amigos. Mal compreendia isso, pois que felizmente poucos dos que fizeram parte da minha tropa, se foram. Morreu o Cilceu há uns 3 anos e foi muito cruel. Parece que vai um pouquinho de nós quando um amigão, um camarada daqueles que nos fazem rir se espicha naquele caixão feioso e, sério, se vai sem dar tchau. Mas passa um pouco e agente se recupera e pensa: agora está tudo certo. Estamos todos aqui. Ficaremos aqui todos juntinhos e só iremos quando já não nos quisermos mais. Nesta ilusão se faz de conta que não envelhecemos, que nosso fígado não envelhece, que nosso coração está tinindo, que nossas células nem dão bola para este tal de tempo. Daí o golpe: O Fresta se foi. Como assim? O Fresta, não! Este não morre! Imagine este mundo sem o Fresta? Não, não brinque com isso que é sério. O Fresta faz parte da paisagem da cidade, com seus cabelos desgrenhados, suas orelhas grandes – até escrevi sobre isso num livro que publiquei, e acho que ele não leu – suas mãos enormes e um caminhar calmo – sem pressa – meio desengonçado até, mas sempre alegre. Fechamos o trânsito muitas vezes. Porque estando em Osório, encontrá-lo e não parar o carro, era coisa do outro mundo. Ele foi personalidade. Acho que tinha um selo com numeração. Fazia parte da arquitetura da cidade. Uma arquitetura tombada. Conservada, que não poderia ser demolida, somente restaurada e mantida. Uma peça de restauro. Talvez até pertencesse ao catálogo do IPHAN. Sagrado amigo: partistes com a sutileza que nunca te pertenceu. Saísses de cena sorrateiro e esgueirado, para estarrecimento de todos nós. Deixastes comigo nossos planos de cenários, de peças teatrais, de encontros de chimarrão que não deu tempo. Com tua família tua marca irreverente, alegre e juvenil. Certamente um buraco, pois tem gente que é tão especial que não tem ninguém mais parecido. Nada semelhante.

A ausência do Fresta é como a daquela figueira antiga, que todos conhecem, que sabem de cada um dos seus galhos, que todos já desfrutarem da sua sombra e que um dia o temporal vem e a arranca, deixando a paisagem árida e ressecada pelo sol. Não tem mais a figueira. Não tem mais o Fresta.

Num dia desses, nos encontraremos lá embaixo daquela figueira que não existe mais, quando nós também não estaremos mais em lugar algum. Enquanto espiamos pelo buraco da vida, gelados de medo do próximo adeus, nos resta tomar mais uma gelada, trocar mais um abraço e dar mais uma risada, porque qualquer uma dessas pode ser a última.

mar 15, 2010 - Crônicas    No Comments

Ignorância

 Ignorância

Por Rubens Lace

“A ignorância é à noite da mente, mas uma noite sem lua e sem estrelas” – Confúcio

Estamos cansados de dizer “mas que cara ignorante”. Realmente, nos deparamos sempre com pessoas que por estarem de mal com o mundo, por serem desinformadas, por não termos aceito uma idéia sua, enfim, por diversos motivos, estouram, esbravejam, nos ofendem. Mas gostaria de destacar nestas linhas uma especifica, que é a ignorância por não ter humildade para reconhecer o erro. E neste caso ficamos a conjecturar o motivo do porque não reconhece-lo. Não existe o soldadinho do passo certo. Se a esmagadora maioria das pessoas não aceitam ou não gostam de uma coisa, o motivo daquela pessoa não aceitar a culpa por ter falhado nos passa a impressão que ele sabe do erro, mas algo maior ou mais importante está ocorrendo para ele se fazer de cego ao erro cometido. Um preâmbulo grande para uma razão talvez não tão grande. Como neste espaço há possibilidade dos leitores se manifestarem, gostaria de saber a opinião de vocês ao que vou dizer. Será que alguém nesta cidade achou bonita a decoração de Natal, com que a Secretaria de Turismo nos brindou este ano? Procurei olha-la de todos os ângulos, mas não achei nada que justificasse o dinheiro empregado na mesma. Os fantasmas na frente da prefeitura. Os quadrados pendurados nos postes com dois fiozinhos de luz de cada lado. A árvore (arvore?) na praça Agostinelli, que não passa de um poste branco com alguns fios de luz pendurados ao seu redor. Enfim, ou nos julgam uns imbecis, e querem nos impingir uma arte moderna que ninguém entende, ou o mau gosto e a pouca criatividade se juntaram na mente de quem bolou estes “enfeites”. Pior, se tentar argumentar com o Secretario a resposta é “se não gostou faça melhor”. E continua “o que você fez para a cidade?”. Afinal, será que ele é cego ou é uma noite sem lua e sem estrelas?

mar 15, 2010 - Crônicas    No Comments

Juventude Eterna

 Juventude Eterna

Por Rubens Lace

“O passado não reconhece seu lugar, está sempre presente” – Mario Quintana

Você se olha no espelho. Aquele rosto imberbe, sem rugas, os cabelos negros que ficaram para trás. Hoje fios prateados coroam sua cabeça, vários sulcos cortam sua face e os fios brancos também teimam em aparecer pelo resto de seu corpo. No entanto seus olhos ainda visualizam rostos lindos das jovens mulheres que cortam seu caminho. Seus pensamentos ainda teimam em sonhar com beijos macios daqueles lábios vermelhos. A maciez daquela pele ainda teima em provocar-lhe arrepios. Mas suas mãos, estas não mais as alcançam. Estão além de seus sonhos e vontades. Você é velho, mesmo que seu coração teime em dizer-lhe mentiras: você ainda tem charme, você é inteligente, você ainda é um cavalheiro. Tudo isto pode ser verdade, mas o pergaminho de sua pele é a camuflagem que a vida te deu. E aí, se estás sozinho nesta fase da vida, você tem que ver na mulher que procuras, abaixo de sua pele, por trás daquela cintura que não é mais a de uma gazela, não enxergar as manchas nas mãos. Beijar os lábios que contem pequenas rugas, como os seus, aliás. Tem que captar seus pensamentos e perceber que ela o ama não pela face que a ela apresenta, mas apesar dela. Que ela ainda pode sentir desejo por você, mesmo com a barriga proeminente. Que ela, certamente, poderá te transmitir a paz que durante tantos anos procurou em rostos e corpos perfeitos, mas a loucura da juventude não a fez alcançar. E aí, e só aí, poderá acalmar o fogo que teima ainda a arder em seu coração.

mar 15, 2010 - Crônicas    No Comments

A dor

A dor

Por Rubens Lace 

“A adversidade é um trampolim para a maturidade” – C. C. Colton

Cada um de nós enfrenta as batalhas que a vida nos impõe de uma maneira. Há aqueles que se entregam, se acovardam diante do mundo, se arrasam. Outros passam a ter ódio de Deus, raiva contra a humanidade, contra o destino que, supostamente, o agrediu. Alguns sofrem calados, depois de um primeiro desabafo da dor causada por uma perda, separação, ou outro infortúnio. Em qualquer situação, porém, o tempo se encarrega de amenizar o sofrimento. Passamos a conviver com a situação de uma forma mais racional, aprendemos que a vida é assim com todos, em maior ou menor grau. O trabalho ajuda a amenizar o sofrimento. E, mesmo sem percebermos, o que nos causou sofrimento, nos provou que somos fortes, pois o suportamos. Quando a dor atinge um casal pode destruir a união, mas quando isso não acontece fortalece os laços que os unem. E a maturidade acontece justamente por isso, por aceitarmos e nos fortalecermos para combater outras vicissitudes. Por experiência própria posso dizer muito sobre isso. Em meu último casamento, que durou oito anos, tive um momento dificílimo, por ter problemas com a depressão. Cheguei ao extremo do sofrimento e só consegui supera-lo por ela estar a meu lado e amparar-me e agüentar minha agonia. Depois de alguns anos foi a vez dela sofrer tremendamente com a doença e falecimento do pai. Filha única tinha verdadeira adoração pelo pai. Qualquer decisão ou problema ela ligava para ele para ouvir o que tinha a dizer. Isso a acalmava. Nos momentos da crise da doença, no hospital ou em casa eu estava ali, ao lado, segurando seu sofrimento, apesar de estar sofrendo junto. No Natal do ano passado estávamos juntos no hospital. Nas vésperas do Ano Novo ele faleceu. Depois de alguns meses resolvemos, de comum acordo nos separarmos. Ela estava morando em S. Leopoldo e eu aqui em Capão. No entanto, apesar de separados os laços de uma grande amizade perduram. O que passamos juntos nos ligou. Amadurecemos com o sofrimento e acho que, mesmo separados, aprendemos que lutamos juntos nos piores momentos de nossas vidas. Somos todos previsíveis quando sofremos, mas é a vida nos ensinando a cada momento. É só sabermos analisar o que ela quer de nós.

mar 8, 2010 - Crônicas    No Comments

Como está a cultura em nossos municípios?

Como está a cultura em nossos municípios?

Por Almeri Espíndola de Souza

Como está a cultura em nossos municípios? Quem cuida da cultura? O que é cultura para você? É difícil não se fazer estas indagações quando se percebe que o nosso Estado está com a cultura renegada à última das necessidades. Cabe-nos, enquanto cidadãos – que lemos livros, que fazemos livros, que dançamos, que cantamos, que fazemos músicas, que pintamos quadros, que subimos no palco e contamos histórias, que escrevemos histórias – ficarmos atentos. Que levantemo-nos desta cadeira confortável e brademos por cultura. Por orçamentos, por projetos, por fundos para a cultura. Há que se criar Fundo Municipal de Cultura, com responsabilidade, com Conselhos municipais representativos da sociedade cultural. Há que se ter projetos que contemplem a todas as nuances culturais que nosso povo possa apresentar. As políticas culturais devem emergir do estado, do município, mas devem ser cuidadas e acompanhadas pelo povo. Este é um direito que todo cidadão deve reivindicar. Há que encaminhar ao município suas demandas por verbas, por projetos onde a sociedade seja o ator principal. A cultura enobrece a alma. Purifica o viver. Eleva a inteligência. Ronald Radde, diretor da Cia de Teatro Novo, disse sabiamente neste final de semana num jornal de grande circulação: “até hoje muito poucos governantes tiveram a sensibilidade para compreender que arte e cultura e bom entretenimento são tão importantes quanto a construção de uma ponte. E possivelmente nenhum compreendeu que um evento artístico, além de iluminar a alma das pessoas que lhe tem acesso, ainda rendem mais notícias do que a inauguração de uma ponte, e é claro, muitas vezes a participação num ato cultural repercute pela vida toda em muitas pessoas”. É nesta linha que conclamo a todos que sabem do valor que uma criação cultural tem no estado de felicidade de cada jovem, de cada idoso, de cada cidadão mutilado pelo estresse do cotidiano, que se erga a favor dos espaços culturais de Osório, de Tramandai, de Capão da Canoa, de Imbé, de Terra de Areia, de Cidreira, de Pinhal, de Santo Antonio da Patrulha… Que pensemos ações culturais que resgate, a autoestima dos nossos jovens. Que eleve a motivação pela vida dos nossos idosos. Que traga alegria e leveza para o cidadão de todas as idades e classes sociais. Que nossos políticos possam além de inaugurar pontes, inaugurarem Casas de Cultura, salas de cinema, bibliotecas, museus, espaços para criação de artes cênicas, espaços para que todos possam aprender e se divertir fazendo arte.

fev 25, 2010 - Crônicas    No Comments

A queda do Jacarandá

A queda do Jacarandá

Por Artur Pereira dos Santos

Velavam-te os pássaros que de ti dependiam.
Os homens, embora descansassem em tua sombra, traziam seus cães para urinarem no tronco, enquanto tropeçavam em tuas raízes, ignorando o tapete de flores que o vento estendera na primavera.
O peso dos ramos, contendo ervas demais para a sobrevivência de uns poucos sabiás citadinos, anunciava a tua queda, prematura para tua espécie.
O tempo, muito tempo, não foi suficiente para alertar as autoridades sobre a necessidade de cuidados.
A poda que te daria viço chegou atrasada. Podaram antes tuas raízes.
Bastou um vento mais forte, a chuva erodir o chão, onde um dia alguém te plantou, e a morte foi decretada.
Quem te abreviou a vida e um dia descansou em tua sombra será acusado de tua morte.
Quem, por ofício, devia cuidar de ti, continuará chegando atrasado.
Quem velava por ti encontrará outros ramos para deitar seu ninho.
Teu tronco se transformará na poluição que combateste.
Enquanto isso, o ar, que querias tornar puro, foi insuficiente no pulmão do homem que se dirigia ao altar.

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