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dez 18, 2013 - Crônicas    No Comments

Leda Soares disponibiliza obras para download

A escritora Leda Soares disponibilizou duas obras suas para download: “Tramandaí e Imbé – 100 Anos de História” e “Imbé – Histórico Turístico”.

O trabalho da Profª Leda é importantíssimo para quem pesquisa e tem interesse na história das praias do litoral gaúcho. Informações sobre outros livros e a biografia da escritora, no site. Para acessá-los entre no blog:  www.ledasaraivasoares.blogspot.com  

nov 28, 2013 - Crônicas    No Comments

Programação 28ª Feira do Livro de Osório

O Largo dos Estudantes Sônia Chemale será o local da 28ª Feira do Livro de Osório, entre os dias 02 e 07/12. O tradicional evento de Osório tem entre seus objetivos a meta de contribuir com o crescimento cultural, educação e incentivo a leitura em todas as idades.

Entre as atrações oferecidas pela comissão organizadora, estão exposição fotográfica, galeria poética, troca de livros, autógrafos, espaço do chimarrão, exposição de livros, música.

Dentro da Feira do Livro ocorre também o 6º Concurso Catavento Literário e a 9ª Festa da leitura.  O patrono da 28ª Feira do Livro é Cláudio José Martins; o homenageado, Pascoalino Ribeiro; o xerife, Alírio Cláudio de Souza e o patroninho, Emanuel Adão P. Espíndola.

O evento é uma promoção da Prefeitura de Osório – Secretaria de Cultura e parceiro.

Programação da Feira do Livro

DIA 2 DE DEZEMBRO – SEGUNDA-FEIRA

8h às 20h30min – Exposição da Trajetória Cultural do Patrono da Feira do

Livro – Local: Biblioteca Pública

18h – Atração Musical (Violão e Voz) – Fabiano Folén

19h – Abertura Oficial da 28ª Feira do Livro

19h – Recepção Musical Banda Municipal de Osório

19h30min – Coral do IFRS – Campus Osório

19h45min – Homenagem do PTG Bocal de Prata ao Patrono da Feira do Livro

20h – Bate Papo com a Escritora Claudia Laitano

21h – Espetáculo: “Os Lanceiros Negros e a história que não foi contada”

Participação Especial da Cantora Loma – Local: Palco Central

DIA 3 DE DEZEMBRO – TERÇA-FEIRA

9h – de Terça-feira (03/12) à Sexta-feira (06/12) Curso: Dinamização de

Bibliotecas – Local: Auditório CNEC Osório

9h – Teatro: A Margarida Friorenta/Turma 41 – Dança da Turma 52/ E. E.

General Osório – Local: Palco Central

9h – Às 22h – Cartunista Jerri Carlos Costa – Local: Largo dos Estudantes

10h – Apresentações Artísticas da 9ª Festa da Leitura da SME

Local: Palco Central

10h30min – Contação de Histórias – Local: Palco Central

14h – Dança/Turma 44 e Dança Turma 54 – E.E. General Osório

Local: Palco Central

14h – Seminário “A Educação Transdisciplinar no Mundo Globalizado”/ Profª.

Drª. Valquíria Pezzi Parode/ UERGS- Local: Espaço Cultural Conceição

Público Alvo: Professores

14h30min – Apresentações Artísticas da 9ª Festa da Leitura SME

Local: Espaço Mario Quintana

14h30min – Personagens do escritor Fabian Mariotti e suas atrações

Local: Palco Central

15h – O Mistério de Feiurinha/ Esquete Teatral Acadêmicos de Letras

FACOS/CNEC Osório – Local: Palco Central

15h – Contação de Histórias – Local: Biblioteca Pública

16h – Contando Causos – Claudio José Martins – Patrono da 28ª Feira do Livro

de Osório – Local: Palco Central

17h – Atração Musical ( Violão e Voz) – Leandro Maineri – Palco 2

18h – Apresentação da E.E.I. dos Pimpolhos Dança: “Os Países da Copa”

Local: Palco Central

18h30min – Bate-Papo com Escritor Mário Feijó – Local: Palco Central

19h – Bate-Papo e Sessão de autógrafos com Rodrigo Trespach

Local: Biblioteca Pública

19h – Santiago Neto – (Diretor do Instituto Estadual de Música) – Oficina de

Modelos de Projetos Culturais para Editais – Local: Espaço Cultural José do

Patrocínio

20h – Thedy Correa – vocalista do Grupo Nenhum de Nós – Local: Palco Central

21h30min – Atração musical: Chico Paz (violão e voz) – Palco 2

DIA 4 DE DEZEMBRO – QUARTA-FEIRA

9h – Palestra “Diversidade da Fauna Marinha do RS – CECLIMAR/UFRGS –

Local: Biblioteca Pública

9h – Oficina Música de Reciclagem – Músico Marcelo Pimental – ” Organizar

Instrumentos Musicais com Banda” – Local: Centro Cultural José do Patrocínio

9h30min – Teatro: A Menina da Biblioteca – Grupo: Teatro Luz e Cena

Local: Palco Central

10h30min – Teatro: Pé no Pedal, Lixo no Lixo – Local: Espaço Mário Quintana

11h – Teatro: Ensino Médio – Turma 21 – Marquês CNEC – Osório

Local: Palco Central

13h 30min – Teatro: Tudo por um pacote de amendoim/ Turma 43

E.E.E.F. General Osório Local: Palco Central

14h – Oficina Musica de Reciclagem – Músico Marcelo Pimental – ” Organizar

instrumentos musicais com banda” – Local: Centro Cultural José do Patrocínio

14h – Oficina de Musicalização Literária Com Rodrigo Prates

Público Alvo: Professores – Local: Espaço Cultural

14h – Conhecendo os Anfíbios e Répteis do RS/ Laboratório de Herpetologia

UFRGS – Local: Biblioteca Pública

14h – Apresentações Artísticas da 9ª Festa da Leitura SMC – Local: Palco Central

14:30h – Teatro: A Menina da Biblioteca – Grupo: Teatro Luz e Cena

Local: Palco Central

15h30min – Chapeuzinho Amarelo – Esquete Teatral Acadêmica – Pedagogia/

FACOS/ CNEC- Osório

Local: Espaço Mario Quintana

16h – Apresentação de Flautas – 4º ano LEC Marquês/ CNEC – Osório

16h30min – Teatro: Pé no Pedal, Lixo no lixo – Local: Palco Central

17h – Lançamento de Livro e Sessão de Autógrafos-“Inclusão Biopolítica” com a

Profª. Drª. Helena Sardagna e Outros – Local: UERGS/Osório

19h – Palestra com o escritor Jerri Almeida ” A Família Contemporânea e seus

desafios” – Local: Espaço Cultural Conceição

20h – Apresentação do CTG Estância da Serra – Local: Palco Central

20h – Bate-Papo com o escritor Tabajara Ruas – Local: Auditório CNEC Osório

21h – Espetáculo Musical Cordas e Rimas (Homenagem em Memória a Rita de

Cássia) – Local: Palco Central

22h – Atração musical – Violão e voz – Palco 2

 

DIA 5 DE DEZEMBRO – QUINTA-FEIRA

9h – Painel com o IFRS – Campus Osório – Local: Espaço Cultural Conceição

9h – Contação de Histórias com Regina Navarro – Local: Espaço Mario Quintana

9h30min – Apresentações Artísticas da 9ª Festa da Leitura/SME

Local: Palco Central

10h – Teatro – Ensino Médio – I.E.C. Marquês de Herval/CNEC Osório

Local: Palco Central

10h 30min – Bate -Papo com a escritora Ligia Maria Manzoni Feijó sobre a obra

“Entre neste clima” (Valorizando a Sustentabilidade do Planeta)

Local: Palco Central

13h 30min – Contação de Histórias com Regina Navarro – Local: Espaço Mario

Quintana

14h – Apresentações Artísticas da 9ª Festa da Leitura/SME

Local: Palco Central

15h – O Mundo Encantado dos Contos de Fada – Acadêmicas/ Letras –

Facos/CNEC Osório – Local: Espaço Mario Quintana

15h 30min – Poesia Pintada – AELN/(3º e 4º Ano) Sessão de Autógrafos/

AELN – Local: Espaço Mário Quintana

16h – Apresentação de Flautas do 4º Ano/IEC Marquês /CNEC – Osório

Local: Palco 2

16h 15 Min – Contação de Histórias – Professora Larieti – Marquês/CNEC –

Osório – Local: Espaço Mario Quintana

17h30min – Atração Musical – (Violão e Voz) – Fabiano Fólen – Local: Palco 2

18h – Sessão de autógrafo com Marisa B. Krás Borges – Obra “Duda de

Yorkshire”

19h – Apresentação do Grupo Maçambiques de Osório- Local: Palco Central

19h – Bate-Papo com a escritora Luciana Prass sobre o livro Maçambiques,

Quicumbis e Pagamento de Promessas – Local: Palco Central

19h 30 Min – Palestra com Rodrigo Trespach sobre Vida e obra de Antônio

Stenzel Filho – Local: Biblioteca Pública Fernandes Bastos

19h 45 Min – Teatro: Negrinho do Pastoreio – Curso Letras/ FACOS/PIBID/

E.M.E.F. Osvaldo Amaral – Local: Auditório CNEC Osório

20h – Sarau Literário com a Academia dos Escritores do Litoral Norte

Local: Auditório CNEC Osório

21h – Show com Rodrigo Prates – Local: Palco Central

 

DIA 6 DE DEZEMBRO – SEXTA-FEIRA

9h às 18h – Escolinha de Trânsito da 2ª Cia RV. de Santa Maria

Local: Largo Dos Estudantes

9h às 18h – Animando com Animação – Diorge Terra e Vitor Bitencourt

Local: Largo dos Estudantes

9h – Incentivo a Leitura a partir das Histórias em Quadrinhos (4º Ano) –

Gervásio Santana de Freitas – Local: Espaço Cultural Conceição

9h – Teatro: A Margarida Friorenta e danças da E.E. General Osório –

Local: Palco Central

10h – Apresentações Artísticas da 9ª Feira da Leitura SME Local: Palco Central

14h – Chapeuzinho Amarelo/ Contação de História

Acadêmica Pedagogia/CNEC – FACOS – Local: Largos Dos Estudantes

14h 30min – Incentivo a leitura a partir das Histórias em Quadrinhos (4ºano)

– Gervásio Santana de Freitas – Local: Espaço Cultural Conceição

15h – Apresentações Artísticas 9ª Festa da Leitura SME – Local: Palco Central

15h 45min- Oficina de Poesia – Francisco Caselani – Marquês/CNEC Osório –

Local: Espaço Mario Quintana – 17h – Apresentação de Ballet/ LEC Marquês

CNEC Osório – Local: Palco Central

17h30min – 18h Lançamento Livro e Seção de Autógrafos – “A Dama da

 

Lagoa” – Rafael Guimarães

18h – Apresentação da Escola de Educação Infantil dos Pimpolhos –

Dança: Os Países da Copa/ Palco Central

19h – Encontro com Antônio Carlos Santos Rosa/ “Mensagens Fraternas”

Local: Espaço Cultural Conceição

19h – Atração Musical – ( Violão e Voz) – Eduardo Winitis

19h 30min – às 21h – Aferição de Pressão/ Bate-Papo sobre “Gravidez na

Adolescência”/ Curso Técnico de Enfermagem/ I.E.C. Marquês

Local: Largo Dos Estudantes

19horas – Lançamento de Livros: Prof. Adelar Hegemuhle;

Renato I. Silva e Delalves Costa – Local: Palco Central

20h – Bate Papo com o escritor Iotti – Local: Palco Central

21h– Apresentação do Stúdio de Danças Stenzel/ Local: Palco Central

22h – Coral Show Luizinho – Local: Palco Central

22h30min – Show de Leandro Maineri e Banda

 

DIA 7 DE DEZEMBRO – SÁBADO

9h às 18h – Escolinha de Trânsito da 2ª Cia RV. de Santa Maria

Local: Largo Dos Estudantes

9h 30 Min – “Imaginário” – Lançamento e sessão de Autógrafos do escritor

Gabriel Cianeto – Local: Palco Central

10h – Coral Municipal Pequenos Cantores de Osório

10h 30min – Apresentação do CTG Herança Charrua

Local: Largo dos Estudantes

13h 30min às 18h – Animando com Animação – Dirge Terra e Vitor

Bitencourt – Local: Largo dos Estudantes

15h – Bate-Papo e sessão de autógrafos com Larri Feula – “Como eliminar

juros abusivos e conquistar equilíbrio financeiro”

Local: Espaço Cultural Conceição

16h – Espetáculo Teatral – “Zuretas” – Grupo Teatral Nó Cego

Local: Palco Central

18h – Lançamento do livro editado a partir do Curso de Contos promovido

pelo Espaço Cultural Conceição – Local: Espaço dos Autógrafos

18h – Espetáculo Teatral – Maldito Coração – Grupo Galpão das Artes

Local: Centro Cultural José do Patrocínio

19h – Sessão de autógrafos com Benedito Saldanha- Obra “Grandes

momentos da Rádio Gaúcha”

19h – Atração Musical (Violão e Voz) Eduardo Winitis e Gisele – Palco 2

20h – Cerimônia do 6º Catavento Literário Entrega do Livreto “Travessia”

Local: Palco Central

20h 30min – Encerramento da Feira

21h 30min -Apresentação da Banda Rollover

22h 30min – Show de Encerramento com o Grupo Musical “Os Incríveis” de

São Paulo – Local: Palco Carreta

ATIVIDADES PERMANENTES

• Exposição Fotográfica/Projeto PIBID – Letras/CNEC – “Minha escola

cabe na minha lente” – Local: Saguão de Entrada/FACOS

• Visita do Mascote da 9ª Festa da Leitura “Cidadão Leitor”

• Exposição de banners das Bibliotecas das Escolas Municipais

• Galeria Poética Interativa/Curso de Letras /4º Andar/CNEC – FACOS

• Exposição Fotográfica “Maçambiques”

• Troca de Livros

• 9ª Festa da Leitura

• Autores/Autógrafos

• Esquetes Literários / Teatro

• Contação e Cantação de Histórias

• Espaço do Chimarrão

• Exposição de Livros de Histórias Infantis/alunos das Escolas

Municipais – Local: Biblioteca Pública

• Visitação das Escolas à Feira

• Exposição de Livros de Tecido da E.M.E.F José Garibaldi

• Música para encantar/violão e voz

• Exposição permanente da trajetória cultural do Patrono da Feira do

Livro

• Coletiva de cobertura colaborativa do Centro Cultural José do

Patrocínio.

Fonte: Prefeitura Municipal de Osório

 

O Dia do Escritor Osoriense

Por Rodrigo Trespach
O Legislativo Municipal votou e aprovou por unanimidade na última segunda-feira, dia 14 de outubro, o Projeto de Lei nº 186/2013, de autoria do vereador Carlos Jaime Dalpaz, que institui o dia 8 de junho como o Dia do Escritor Osoriense. A ideia não é nova, já circulava nas reuniões de pauta para a revista Doispontos, do amigo Anderson Alves Costa, que recentemente lançou “Fragmentos e iluminuras do discurso pré-maturo”, pela editora Pragmatha, de Porto Alegre, e nos cafezinhos com o professor Jerri Roberto Almeida. Também havia consultado a direção da AELN – Academia de Escritores do Litoral Norte gaúcho antes de levar a proposta ao vereador.
Justifica-se a data por ser ela a data de nascimento de Antônio Stenzel Filho, escritor e historiador, autor de “A Vila da Serra (Conceição do Arroio): Sua descrição física, histórica. Usos e costumes até 1872”. Stenzel Filho foi o primeiro cidadão osoriense a ter uma obra publicada. Para usarmos a denominação gentílica preferida do saudoso Guido Muri, Stenzel Filho era “arroiense”. De corpo e alma. No próximo ano sua “A Vila da Serra” completa nove décadas! O livro, publicado em 1924, pela Livraria Globo de Porto Alegre, teve uma segunda edição impressa pela IEL/UCS/EST, em 1980.
Antônio Stenzel Filho nasceu na então Conceição do Arroio em 8 de junho de 1862, tendo falecido na mesma cidade em 4 de novembro de 1933. Filho do imigrante alemão Anton Stenzel, igualmente de notável colaboração para a cultura local, e de Maria Carlota dos Santos, Stenzel Filho casou em 12 de setembro de 1910 com Haydée Jacques de Oliveira. Não deixou descendência.
Além de ter sido escrivão do júri (1888), Tabelião e Escrivão de Órfãos (entre 1906 e 1922) e um dos idealizadores da Sociedade Beneficente São Francisco de Paula, criada em 1925, dedicou-se a atividade literária e cultural, tendo participado Sociedade Dramática e Recreativa Amor à Arte, cujo prédio sede fora construído por seu pai.
Como autor dramático escreveu e encenou “Mário”, “Cenas da Revolução” e “O Filho da lavadeira”. Durante a década de 1930, foi também o redator do jornal municipal “O Legendário”. Deixou ainda um manuscrito denominado “Apontamentos Históricos e Geográficos sobre Conceição do Arroio”.
No campo político, participou da Revolução Federalista (1893-1895) e foi, provisoriamente, Prefeito Municipal, em 1908.
Justifica-se assim, que o dia 08 de junho de 2014 marque a história da cidade com um evento alusivo aos 90 anos da publicação de “A Vila da Serra” e que esse dia seja lembrado pela comunidade como o “Dia do Escritor Osoriense”. Homenagem que se presta não somente a Antônio Stenzel Filho, mas a todos àqueles, antigos e novos, que têm colaborado com a divulgação da literatura como um todo e, em especial, a literatura produzida na cidade.
Parabéns ao vereador Dalpaz por levar adiante os anseios dos escritores da cidade, e a Câmara de Vereadores pela sensibilidade em aprovar o projeto. Aguardemos agora a sanção do prefeito.

 

AELN na Feira do Livro de Arroio do Sal

Por Leda Saraiva

Quarta-feira, dia 9 de outubro,  estivemos na VI Feira do Livro de Arroio do Sal, cujo Patrono é o escritor Carlos Urbim. Às 14 horas aconteceu a Oficina de poesia Coletiva Pintada e às 17 h30 min. Sarau cujo tema era Vinícius de Moraes. Estas atividades à cargo da AELN. Participou do Sarau, com A AELN, os integrantes da Poesia Mate e Prosa.

Compus um poema em homenagem aos 100 anos do grande poeta musical, Vinícios de Moraes, declamado por mim no Sarau:

Marcus Vinícius da Cruz e Mello Moraes.

Vinícius, o poetinha.
Vinícius, o diplomata.
Vinícius, o escritor.
Vinícius canta o amor.

Vinícius e Tom Jobim:
A compor, a cantar:
Garota de Ipanema,
Bossa Nova.
Jovem Guarda.
Eu sei que vou te amar!…

E então, cantei, à capela, parte da canção: Eu sei que vou te amar…

Alguns registros fotográficos:

Oficina de Pintura coletiva e pintada.

Os oficineiros  Fernando e Cláudia tocaram,cantaram e encantaram com suas vozes e violão a canção de Vinícius de Moraes, AQUARELA:

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Com um lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva

Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho de papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu.
Vai voando, contornando a imensa curva norte e sul
Vou com ela viajando Havaí,Pequim ou Istambul.
Pinto um barco à vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul.(…)

E a meninada mergulhou no mundo das tintas preenchendo a tela que se deixou cobrir de cores e imagens musicais.

maio 9, 2013 - Crônicas    No Comments

Altair Martins é vencedor do Prêmio Moacyr Scliar de Literatura

O Prêmio Moacyr Scliar de Literatura celebra, na próxima segunda-feira (13), a finalização da sua segunda etapa, lançada em 2012, e que teve a divulgação de seu vencedor em março deste ano. A cerimônia, que ocorre às 14h30min no Palácio Piratini, homenageia o escritor Altair Martins, premiado com seu livro de contos Enquanto água.

Publicado em 2011 pela Editora Record, o livro vencedor terá uma nova edição de 5 mil exemplares, impressos pela Corag e distribuídos gratuitamente na rede estadual de bibliotecas públicas e em pontos de cultura do Rio Grande do Sul. O autor Altair Martins ainda recebe o valor de R$ 150 mil e a editora responsável, R$ 30 mil pelos direitos de distribuição da obra. A comissão julgadora desta edição foi formada por Carlos Nejar, Charles Kiefer, Edson Cruz, Ivana Arruda Leite e Marcelino Freire.

O prêmio
Instituído em 2011, o Prêmio Moacyr Scliar de Literatura é realizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, por meio do Instituto Estadual do Livro (IEL) e da Associação Lígia Averbuck. O projeto conta ainda com o patrocínio da Petrobras e do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, apoio da Companhia Rio-Grandense de Artes Gráficas e da Agência Matriz. Ao homenagear uma de suas mais importantes personalidades literárias, o prêmio pretende fomentar a produção literária, incentivar escritores e contribuir com o enriquecimento e a qualificação dos acervos das bibliotecas públicas. Concorrem livros de poesia e de contos, publicados no Brasil e em língua portuguesa, de 01 de janeiro a 31 de dezembro, por autores nacionais, nos dois anos anteriores à edição de cada premiação. A cada edição, uma categoria é privilegiada: em 2011, Prêmio Moacyr Scliar de Literatura – Categoria Poesia; em 2012, Prêmio Moacyr Scliar de Literatura – Categoria Conto. Nos próximos anos, sempre haverá alternância: em um ano, poesia; no outro, conto.

O vencedor
Altair Martins nasceu em Porto Alegre, em 1975. É doutorando em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Ministrou a disciplina de Conto no Curso Superior de Formação de Escritores da Unisinos. Foi vencedor do Prêmio Guimarães Rosa, da Radio France Internationale, por duas vezes (1994 e 1999). Ganhou também o Açorianos (2000 e 2009), o Josué Guimarães (2001), o Luiz Vilela (2000), entre outros. Em 2009,  ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura com o romance A parede no escuro. Tem textos publicados em Portugal, Itália, França e EUA. Em 2012,  o livro Enquanto água foi finalista do Prêmio Jabuti, na categoria contos e crônicas e ganhou o Prêmio Açorianos, na categoria contos.

Fonte: IEL

mar 6, 2013 - Crônicas    No Comments

Lembranças, sonhos…o tempo…o vento…

Por Leda Saraiva Soares

Sentada na cadeira de balanço, tal qual Ana Terra de  “O Tempo e o Vento”, obra do grande escritor gaúcho, Érico Veríssimo, Candinha embala sonhos e lembranças,  misturadas à saudade de um tempo que a memória se empenha em não apagar.

Enquanto o vento nordeste brinca lá fora…

O relógio dourado, dependurado no centro da parede, sobre o grande espelho redondo, cercado por fotografias, marca o tempo que vai registrando a história da família. O espelho que já se integrara à parede, reflete imagens muito antigas e também as mais modernas, desafiando a memória da velha Cândida. Cobrindo a parede de tijolos à vista, lá estão muitas fotografias emolduradas, entre, elas algumas daqueles que já se foram e fitam os olhos de Candinha, no vai e vem  do balanço contínuo de sua cadeira.

Os filhos, netos e noras, imagens coloridas, estão ali emolduradas ao redor do relógio que, implacável, vai marcando cada minuto que passa.

O silêncio daquele momento a envolve. As imagens deixam as molduras, vêm até ela e passeiam pela sala feito fantasmas.

O relógio moderno não tem o “tic-tac” dos antigos, nem marca as horas com as constantes badaladas sonoras. Mas não deixa escapar um minuto!…

Tantas lembranças!… O silêncio que reina na sala leva Candinha a um  cochilo. Vê-se meio a uma festa que reúne toda a família. Uns tocam violão… Outros cantam… Outros conversam… As crianças correm fazendo uma algazarra que só elas sabem fazer. O chimarrão passa de mão em mão. As conversas se misturam. Vai sair um almoço daqueles! É preciso dar volume à voz para se fazer ouvir. Ela administra tudo com sua determinação e vivacidade. Vem o sobressalto. Acorda-se com seu próprio ronco.

A saudade aumenta e lembranças de um tempo chegam até sua alma: Por onde andará meu marido? Quanto tempo?

Meus filhos e minhas noras são maravilhosos, meus netos e netas nem se fala!… São carinhosos comigo. Nada me falta. Mas… Como é difícil viver sozinha sem aquela cumplicidade única que os casais que se amam desfrutam!…”

E os reveses que a vida lhe aprontara? Candinha começa a filosofar:

Por que sofremos?  Agora, com a idade avançada, no acalanto adulto e maduro de sua cadeira de balanço, longe da situação vivida, diante de seus olhos passa o teatro de sua vida. Só agora consegue analisar melhor as causas do sofrimento. Só agora começa a entender melhor: “É preciso administrar o orgulho, o preconceito, a falta de humildade, o rancor, o amor próprio, os princípios, a falta de simplicidade… A aceitação do outro como ele é. Mesmo sem entendê-lo, não podemos deixar de amá-lo. Não podemos julgar. Não sabemos o que o levou a agir do modo como age. É preciso conviver e administrar as diferenças. Orar muito. Vencer as barreiras do orgulho que nos aprisionam e não nos deixam falar com o coração. Em especial, trabalhar o diálogo. Complica-se demais a vida. Às vezes uma atitude, uma iniciativa, uma palavra, um gesto amoroso anulam o ressentimento, levam ao perdão. Este gesto simplificaria anos de sofrimento que afastam as pessoas que mais amamos de nosso convívio familiar ou social. Quanta perda de tempo!…”

E os sonhos? Será proibido sonhar?

Candinha sempre sonhou. Sempre acalantou sonhos em seu coração e lutou por eles. Nunca desistiu de seus sonhos. Mesmo que ninguém acreditasse neles. O importante é que ela acreditava. Lutava dentro das suas limitações, uma luta silenciosa, constante, dentro do seu tempo. E lá vinham as conquistas!… Nunca permitiu que alguém matasse seus sonhos. Isso acabaria com sua autoestima. E se lembrou do grande poeta Fernando Pessoa: “ Matar o sonho é matar-nos. É mutilar nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso.”

E o vai e vem da cadeira de balanço embala as lembranças e os sonhos de Candinha, enquanto o tempo vai passando, levado pelo vento…

jan 20, 2013 - Crônicas    No Comments

Em agonia

A literatura agoniza quando um texto é adaptado para facilitar a compreensão, esmagando assim a arte e a técnica do escritor. A literatura agoniza quando notamos que os pequenos e médios leitores querem apenas o humor efêmero, as tiras cômicas e a ilustração. A literatura tirita de frio, de tédio e espirra em meio à poeira das estantes abarrotadas de clássicos que já ninguém folha nem pega, porque acha sua linguagem difícil e prefere ficar a distância de dicionários. A literatura agoniza quando preferimos as novelas, os filmes, o tempo gasto em conversas fúteis e superficiais nas redes sociais a ficar lendo um bom livro. A literatura treme de febre, já moribunda quando ouve que já não sabemos o que de fato significa um bom livro. A literatura morre em nós, quando dissemos que não nos interessamos por ela, que não simpatizamos com ela, que não gostamos dela e que só nos aproximamos se formos obrigados para fins de provas de vestibular por pedagogos e professores de literatura “utópicos e ultrapassados”.

Precisamos salvar a literatura!

Evanise Gonçalves Bossle

jan 7, 2013 - Crônicas    No Comments

Contrastes

Por Evanise Gonçalves Bossle- 02/01/2013

Em uma dessas tantas tardes de verão fui visitar, em uma cidadezinha próxima, uns amigos que estão passando as férias na praia. Lá estavam amigos antigos e novos, de variadas idades. Em um dos canais da SKY, estava passando  um programa com clipes de músicas atuais, eu, como não posso ouvir música que já vou entrando no ritmo disposta a dançar, até convidei o pessoal . Mas para minha surpresa, nem mesmo as crianças estavam interessadas, as menores corriam pelo pátio em algazarra, as maiores sentadas, uma delas com o celular enviando mensagem, a outra, sentada ao computador no face book. Realmente, não havia muito que fazer. Então recorri à outra sala, onde estavam uns sete jovens reunidos, estranhamente num completo silêncio, pensei, então, tratar-se de alguma sessão de cinema, visto que, todos estavam compenetradíssimos de olhos na tela de 42 polegadas. Imaginem a minha surpresa, surpresa essa, que era apenas minha, as pessoas que viviam ali já estavam acostumadas. Eles, os jovens, estavam assistindo a um jogo em que dois deles disputavam um combate, um jogo do play station. Vendo a cena, voltei mentalmente ao meu tempo de juventude, no milênio passado, claro.

Minhas férias no litoral eram bem mais animadas, normalmente ficava em Torres, na casa da minha tia materna, ou em Imbé, onde veraneavam meus tios e primos paternos. Manhãs na praia até o meio-dia ou mais. Às tardes, enquanto os adultos dormiam em redes e cadeiras sob a sombra das árvores, após o almoço, nós saiamos a caminhar, ou ficávamos jogando vôlei. E a noite, como ainda éramos muito jovens para ir a casas noturnas de dança, ou a barzinhos a beira mar, fazíamos a nossa própria festa, ouvindo LPs da época, dançando na sala ou na varanda mesmo. Meu irmão tocava violão e eu cantava. Também inventávamos letras de música e passos de dança, imitando alguns dos filmes de John Travolta e Olívia Newton John, como “Nos Tempos da Brilhantina” e “Embalos de Sábado a Noite”, entre outros musicais. Quando chovia, o que não é nada raro no verão do litoral, jogávamos cartas, sempre com algum tipo de prenda, Lê-se hoje, “pagar mico” para quem perdesse. Era um tempo bom, de barulho, muita criatividade e alegria, sem as modernidades  como celulares, Playstation ou notebooks. Ainda hoje, quando visito minhas primas, relembramos aqueles momentos mágicos , que não voltam mais. Um amigo comentou, dia desses ,que sou excessivamente saudosista, mas como faz bem recordar bons momentos do passado. Percebo que a juventude de hoje, claro, existem exceções, não conhece a verdadeira essência de ser feliz sem essas modernidades, não conseguem sequer imaginar uma temporada de veraneio longe das redes sociais, dos celulares, dos jogos eletrônicos, dos Ipods, Ipads, Iphone, tablets e laptops…Conheço alguns jovens que nem sequer vão à praia, preferem ficar em frente ao computador enquanto o pessoal se diverte a beira  mar. Mas, como dizem , devemos sempre tentar conviver em harmonia com as diferenças, até mesmo as difíceis diferenças de idade e conflitos de gerações. Cada um que escolha como se divertir durante o veraneio no litoral, mas,”se beber,não dirija”. Feliz Ano Novo a todos os leitores!

nov 8, 2012 - Crônicas    No Comments

Você já visitou a Feira do Livro de Porto Alegre?

Você já visitou a Feira do Livro de Porto Alegre? Dia seis de novembro estive na 58ª Feira do Livro de Porto Alegre. Os jacarandás estão floridos.

A revista da Feira está muito bem feita. Seria interessante que os organizadores de Feiras do Livro do Litoral Norte dessem uma olhada nesse material. Circulei por lá, consegui a programação, a revista e outro material de atividades culturais.

Entrei no Santander Cultural. Visitei a Mostra “Ponto Cego” de Miguel Rio Branco, aclamado o mais significativo artista brasileiro a se expressar com a fotografia, trajetória de quase 50 anos. Há também outros trabalhos seus de pintura, desenho, vídeo e outras modalidades. Vale uma visita.

Pretendia participar da tarde de autógrafos – Caio Riter (org.) “Costuras do Tempo”, a convite da colega Almeri. Não pude ficar,  tinha médico nessa hora.

Depois, encontrei-me com Mário Quintana e Carlos Drumond de Andrade. Sentei-me no banco com Mário Quintana. Carlos Drumond estava concentrado no livro que lia, nem percebeu minha presença…

Por Leda Saraiva Soares

out 8, 2012 - Crônicas    No Comments

Eleições 2012

Por Felipe Daer

Eleições municipais 2012. Mais uma vez, encerraram-se as celebrações da grande festa da democracia que é o ato do voto. Milhares de pessoas se dirigiram às urnas neste domingo “festivo”, muitos ainda alimentando a Esperança de que no janeiro próximo, as “coisas públicas”  sejam tratadas de maneira diferente. Mas nem todos têm ou alimentam esse tipo de Esperança.Não são poucos os que se manifestam com descrença no “processo”, certos de que “nada vai mudar”, ou que “é tudo uma grande perda de tempo”.

Meu relato se fundamenta, pois neste ano, fui convocado para participar do pleito eleitoral como mesário, e pude me certificar pessoalmente da grande onda de desânimo que toma conta da nossa comunidade de eleitores. Até mesmo as crianças que acompanham seus familiares, mesmo instigados e curiosos com o ato em si, já se manifestam negativamente quando se projetam como “eleitores do futuro”.

O direito do voto já não trás mais o grande significado simbólico e histórico que ele deveria comportar. Principalmente para a grande massa jovem que presencia, a cada dia, a imensa onda de corrupção que se retroalimenta com a participação de candidatos despreparados e desqualificados para representar publicamente uma comunidade, com o compromisso e seriedade que se fazem necessários ao cargo. A população se mostra cansada. O ato do voto se materializa, a cada pleito que passa, mais desprovido de sentido, de prazer…

Precisamos reaprender a votar. Precisamos resgatar a Fé e a Esperança numa cidade melhor, com políticos que representem fielmente as reais necessidades do todos. Precisamos reinventar o ato público que é votar para eleger nossos representantes. Precisamos ter mais Educação e Coragem… Precisamos lutar!!!

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