Archive for the ‘Crônicas’ Category

A 26.ª Feira do Livro de Osório

segunda-feira, dezembro 12th, 2011

Por Suely Braga


Aquela sementinha plantada em terra fértil, nos idos anos de sessenta, pelos professores Benito Izolan e Iolanda Izolan, nas dependências do CTG Estância da Serra, germinou, cresceu, transformando-se numa grande árvore frondosa e frutífera.

Agora, de vinte e oito de novembro a três de dezembro de 2011, colhemos mais um fruto: a 26ª Feira do Livro de Osório que, depois de andar por muitos lugares no centro da cidade, nos últimos anos, fixou-se no Largo dos Estudantes Sônia Chemale.

É uma semana festiva. Ultimamente te se realizado junto com a Festa da Leitura das escolas municipais. Acontece na feira, nos últimos anos o Concurso Cataventos Literário com micro contos, poesias, crônicas e contos. Este ano já é o 4º., de contos e poesias, dirigido à Comunidade.

O Encontro dos escritores da Academia do Litoral Norte acontece em todas as Feiras de Livro do Litoral Norte.

A Feira do Livro é sempre o maior evento literário na cidade.

A população acorre do município e dos municípios vizinhos para participar e visitar a Feira.

Neste ano, houve uma participação muito grande das escolas. Pela manhã e em algumas tardes ocorreram: contação de histórias, oficinas de pintura, sopa de letrinhas, peças de teatro infantil, músicas para crianças, filmes animados, esquetes, sessão de autógrafos de livros infantis organizados pelas crianças com a orientação das professoras, hora da poesia, chá literário e atividades lúdicas. Tivemos duas manhãs de encontros com escritores e as crianças: uma com o poeta Luiz Coronel e outra com o escritor Pedro Bandeira.

À noite, realizavam-se bate papos e palestras com os escritores: Jerri de Almeida, Patrono da Feira, Pedro Bandeira Como conquistar o aluno que não gosta de ler? Literatura infanto-juvenil, Acy Cheuiche, Criação literária, Jane Tutikian A importância da leitura, Monika Papescu ilustração de livros, Leda Saraiva contos e lendas da região, Hilda A. H. Flores, A trajetória da mulher.

Aconteceram muitas sessões de autógrafos de lançamentos de livros e Coletâneas. Lançaram livros: o poeta Luiz de Miranda, Vozes o sul do mundo, Joaquim Mocks, Bula de remédios e Coletânea Joaquim Moncks e amigos com a participação de poetas osorienses,  Neida Rocha, Artigo Definido, Danilo, sua mochila e seus amigos, Pióca Salgado No Espelho-1º artigo da constituição do Reino de Deus, Marina Raymundo, As ruas de Osório. Lançamento e sessão de autógrafos da III Antologia da Academia dos escritores do Litoral Norte. Coletânea Aos ventos do mar e da lagoa, organizada pelo escritor Alcy Cheuiche com os contos dos oficinandos de Osório e do Litoral Norte, com a realização de formatura e coquetel.

Nos intervalos das manhãs, tardes e noites um gostoso cafezinho oferecido pela Cafeteira poética do IFRS, Campus Osório. Visitas das crianças e comunidades às seis estandes dos livreiros movimentou a Feira.

No meu ponto de vista, esta foi melhor Feira do que as anteriores por priorizar mais espaços para a Literatura. Foi a Festa da literatura com participação massiva das crianças e muita organização.

É na infância que se forma o leitor e desperta o prazer da leitura. Conforme disse o Patrono Jerri Almeida: “leitura expressa a mais notável possibilidade da liberdade humana, capaz de transcender o espaço, o tempo e a própria cultura”.

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3.º Encontro dos ex-alunos e ex-professores do Colégio Conceição

segunda-feira, outubro 10th, 2011

Realizou-se dia oito de outubro, nas dependências do Grêmio Atlético Osoriense, (GAO), o 3º Encontro dos ex-alunos e ex-professores do Colégio Conceição. Estavam presentes alunos e professores de várias cidades do estado, lotando o salão. Foi uma festa muito bonita com um gostoso bife. Muitos abraços, beijos, emoção,fotos e cantos acompanhados do Grupo musical de Aloísio Adib, ex-aluno.

Eu participei como ex-aluna da 1ª turma de formandos do Colégio e como ex-professora de longos anos, até ele fechar as portas.

É uma alegria muito grande e gratificante os abraços e beijos daqueles que fizeram parte de minha vida e me chamarem de ” minha professora querida” ,” minha “musa”. Isto calou profundo no meu coração.

Encontrar as ex-colegas de turma,rever fotos antigas e até o diário de uma ex-colega já amarelo pela passagem do tempo, com nossas poesias e mensagens de recordação. É indescritível o que sentimos naquele momento. Quero prestar meu agradecimento à equipe organizadora que, não mediu esforços para proporcionar a todos com tanto carinho estes momentos de alegria e felicidade.

Por Suely Braga

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A Independência do Brasil

quinta-feira, setembro 15th, 2011

A Independência do Brasil

Por Mariza Simon dos Santos

A maré de inovações e mudanças que invadiu a Europa após a Revolução Francesa (1789) também teve u m efeito devastador na então colônia de Portugal- o Brasil. Era uma população analfabeta, isolada do mundo da época e controlada rigidamente. Manufaturas e indústria grafica eram proibidas , como também jornais. Não havia circulação de idéias. Uma minoria tinha acesso a livros e até mesmo réu niões eram vigiadas e proibidas. De cem brasileiros só saibam ler e escrever cerca de dez .

Publicações de pensadores europeus , com idéias libertárias eram trazidas da Europa, onde alguns privilegiados haviam estudado, e alimentavam as reuniões secretas, como as da maçonaria. A partir do século XVIII surgiriam revoltas derivadas do conflito de interesses entre a colônia e Portugal chamadas de nativistas pelo seu caráter local, tendo á frente brasileiros nativos; a Revolta dos Beckman 1684); a Guerra dos Emboabas (1707, Minas Gerais); a Guerra dos Mascates (1710, Pernambuco); a Revolta de Felipe dos Santos (1720, Minas Gerais). As mais separatistas foram a Inconfidência Mineira (Vila Rica, 1789) e a Conjuração Baiana (Salvador ,1798) que evidenciaram uma certa consciência da posição colonialista.

A possibilidade de tornar-se um país independente era muita remota. O isolamento e as rivalidades entre grupos pobres e analfabetos (90% ) e uma minoria rica e intelectualizada de um país à beira da falência, sem exércitos,navios,armas e munições,prenunciava uma longa e sangrenta guerra contra os portugueses. Mas o anseio de liberdade crescia numa pequena elite já existente. O retorno a Lisboa (abril1821) de D.João VI deixou o país despojado de seus bens financeiros,guardados no Banco do Brasil e no Tesouro Real.Seu filho D.Pedro I, como Príncipe Regente encontrou os cofres vazios. Ao manter a chama acesa da independência brasileira D.Pedro I apelou para empréstimos estrangeiros( quando nasceu nossa dívida) e pela valorização fitícia do dinheiro (gerando inflação). Somou-se-se a este quadro político graves problemas econômicos, já que a produção açucareira e a mineração de ouro e diamantes estavam em decadência, apesar do incremento da produção do algodão.Estava sur gindo um novo eixo econômico no vale do Paraíba com a produção do café, uma riqueza que se expandiu.

Após o “grito da Independência” ( concepção artística, visualizada e proclamada pela pintura de Pedro Américo- o quadro “Independência do Brasil”) iniciou-se definitivamente o processo de separação de Portugal. O Brasil se apresentava como um binômio: um Brasil transformado pela presença da Corte Portuguesa, com algumas milhares de pessoas com requintes de refinamento, alojadas num vilarejo modesto e colonial(Rio de Janeiro); contráriamente havia brasileiros espalhados por um vasto territorio quase desconhecido, isolados e ignorantes. Não haviam elos de ligação entre estes dois Brasis., a não ser a aversão ao trabalho manual , dependente da mão de obra escrava. A situação brasileira nos anos seguintes foi muito delicada e exigiu habilidade política,na tentativa de não fraccionar o território, a exemplo das colônias que se separavam da Espanha.A Bahia manteve-se fiel à Coroa Portuguesa e também o Maranhão, Piauí, o Pará e o Amazonas. Após inúmeros conflitos foram sufocadas as rebeliões nestas Províncias, instalando-se uma relativa acomodação ao status quo.

Já se passaram 500 anos da descoberta do Brasil e cerca de quase 200 anos de nossa libertação da Coroa Portuguesa. No entanto, ainda hoje observamos um país bipartido, com lugares de alto padrão intelectualizado e lugare e segmentos sociais de homens e mulheres analfabetos. Temos uma imensa juventude semi-alfabetizada e atrasada. Temos um Brasil multicultural e de extensa territorialidade mas convivendo entre abismos sócio-culturais. Ainda não tomamos consciência de nossas deficiências e atrasos neste século XXI. Não enfrentamos decisivamente nosso pior inimigo: a ignorância cultural e o semi-analfabetismo. Canalizamos nossos esforços econômicos e sociais nos segmentos universitários e formamos jovens despreparados para erguer e projetar nosso país.Que projeto teremos para este nosso País, senão pensarmos e prepararmos as multidões de crianças e jovens para um futuro tão próximo? Desta maneira faremos a verdadeira Independência deste Brasil tão rico, privilegiado por uma Natureza exuberante, que responderá generosamente aos nossos esforços. Precisamos concretizar a verdadeira independência de nosso país.

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Pra quem chega ao fim da tarde

quinta-feira, julho 28th, 2011

Pra quem chega ao fim da tarde
(inspirado na música O Festival, de Fernando Corona)
Por Cássia Message

Já assisti a Moenda de vários lugares: da arquibancada, das cadeiras, em dvd, pela internet… mas agora assisto de um lugar diferente e especial.

Nos finais de tarde de segunda-feira, assisto a Moenda dos seus bastidores, nas reuniões que precedem e que se seguem ao esperado final de semana de agosto. Reunidas, as pessoas que fazem com que este espetáculo aconteça e se repita são uma família: ao redor da mesa da pequena sala que serve de escritório para a Moenda, no Ginásio de Esportes, conversam, tomam chimarrão, discutem. Calculam, telefonam, trocam idéias. Comemoram cada pequena conquista, e superam as dificuldades. Brigam por suas idéias, lutam para que se faça sempre o melhor. Sonham.

Incontáveis detalhes têm que ser lembrados. Se a fé remove montanhas, é preciso muito trabalho para mover uma mesa de som, um jogo de luzes, um palco. É necessário que além da paixão – principal requisito para ser “moendeiro” -, haja garra, persistência e muita paciência. Sem falar em apoio, patrocínio e sorte, que não podem faltar.

Mas eles – e eu, que agora faço parte dessa família – não desistem nunca.

A cada segunda estamos um passo mais próximos da 24ª Moenda, e imagino as emoções que viveremos: aquele medo que antecede os grandes momentos da vida, a coragem que faz estes momentos acontecerem.

Penso na Carmem Monteiro, que neste texto representa cada um de nós. Qual será o segredo para que a razão prevaleça a despeito de todos os sentimentos envolvidos nessas três noites, que são preparadas com tantos pequenos e imprescindíveis cuidados?

No fim, só tenho um certeza: somos todos loucos!

E o resultado tá aí: tem gente que chora, tem gente que chora de rir’.

Mas essa loucura é normal.

Essa loucura é FESTIVAL!

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Dia Nacional do Escritor

segunda-feira, julho 25th, 2011

O dia 25 de julho é um dia dedicado a homenagear o escritor brasileiro, aquele que elabora artigos científicos, pautados em verdades comprovadas, ou textos literários, divididos em vários gêneros.

O surgimento da data se deu a partir da década de 60, através de João Peregrino Júnior e Jorge Amado, quando realizaram o I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores, a que os dois eram presidente e vice-presidente, respectivamente. Porém, de alguns anos para cá, as dificuldades dos escritores tem sido muito grandes, principalmente no que diz respeito à publicação de suas obras. Despreocupados com a qualidade dos textos, mas com a quantidade de vendas dos produtos, muitos editores lançam volumes que garantem retorno econômico à empresa.
Além disso, os meios de comunicação virtual publicam na íntegra, gratuitamente, obras de vários autores, sem considerar os respectivos direitos autorais, causando prejuízos aos mesmos.

Em razão do mundo virtual, jovens e crianças têm perdido o contato com os livros, passando grande tempo na frente do computador ou da televisão. Com isso, o acesso ao mundo letrado tem diminuído consideravelmente, e com ele as vendas dos artigos literários.
Ler é importante para o desenvolvimento do raciocínio, para desenvolver o aspecto crítico do leitor, criando novas opiniões e estimulando sua criatividade. Quando lemos, nos reportamos para outros lugares, como se estivéssemos viajando no tempo e no espaço.

As riquezas literárias são muitas, podendo estar divididas em textos científicos, que comprovam as teorias, e textos literários do tipo romance, comédia, suspense, poemas, poesias, biografias, músicas, novelas, obras de arte, literatura de cordel, histórias infantis, histórias em quadrinhos, dentre vários outros.

Pesquisa realizada em 2001, pela Câmara Brasileira da Indústria do Livro, comprovou que cerca de 61% dos adultos alfabetizados do país mantém pouco contato com livros, enquanto que a camada mais baixa da população, cerca de seis milhões e meio de pessoas, alegam não ter condições de adquirir livros.

Hoje em dia o Brasil conta com mais de trinta projetos de incentivo à leitura, bem como de divulgação das bibliotecas públicas do país e seus acervos bibliográficos, sendo o PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) o mais importante deles. O programa oferece apoio a novos escritores, defende os direitos autorais dos escritores, abona apoio às publicações para novos autores, investem em traduções, mantém premiações e bolsas de incentivo para novos escritores.

Fonte: Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola
Fonte: www.brasilescola.com

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