maio 12, 2016 - Textos históricos    Sem comentario

Alferes Manoel Ferreira Porto Filho ganha iconografia

Alferes-Manoel-Ferreira-Porto-Filho2-251x300

O Centro de Estudos Históricos de Torres e Região (CEHTR) promoveu na sexta-feira, dia 6, a entrega ao Museu Histórico de Torres da iconografia do Alferes Manoel Ferreira Porto Filho, pioneiro na formação do núcleo urbano de Torres. A iconografia foi entregue à guarda Secretaria Municipal de Cultura e Esportes e ficará em exibição no Museu Histórico junto com um banner com informações sobre a vida e a obra do Alferes e seus Familiares.

Ao ato compareceram a prefeita Nilvia, o vice-prefeito Brocca, o presidente da Câmara, Davino Lopes (descendente do Alferes), secretária Clarice Brovendan, vereadores Machado (PRB) e Gimi (PMDB), representantes da Academia dos Escritores do Litoral Norte, jornalista Célia Victorino e historiadora Leda Saraiva, representando a municipalidade de Imbé, e membros do CEHTR que coordenado pelo jornalista Nelson Adams Filho. Além dos descendentes do Alferes, o escritor e pesquisador Diderô Lopes, o pesquisador e genealogista Marco Antônio Velho Pereira e o professor Ennio Ferreira Porto.

VANA0748

O trabalho de reconstituição da imagem do Alferes foi feito pelo artista e artista Jorge Herrmann com base em fotografias e pinturas de rostos dos descendentes. Diderô Lopes fez uma explanação sobre a vida e a obra do Alferes que, com sua família, ajudou a constituir o nucleamento de Torres no início do século XIX. O Alferes foi o comandante da Guarda e Registro das Torres, aqui chegando por volta de 1803. Também foi comandante-substituto do Baluarte Ipiranga, 2º forte que existiu em Torres, entre 1819 e 1850 (o 1º forte foi o São Diogo das Torres, construído em 1776 e ambos localizados no Morro do Farol). Os descendentes do Alferes foram e são pessoas de importância na comunidade torrense do século XIX e até os dias atuais, com ativa participação social, política e econômica na cidade.

Diderô Lopes é também um dos maiores pesquisadores atuais sobre a trajetória do Alferes em Torres e com seu trabalho vem ajudando a reconstituir momentos importantes da História de Torres, como a implantação da Capella de São Domingos das Torres (a partir de 1815), a construção propriamente dita da igreja (entre 1820 e 1824). Aspectos, datas, momentos, informações que faziam parte da historiografia existentes e começam a ser revistos e reajustados à realidade, com base em documentos e fontes primárias.

O CEHTR foi criado há cerca de um ano tendo como uma de suas propostas o aprofundamento dos estudos e pesquisas sobre a História de Torres. Reúne pesquisadores, escritores, professores, jornalista e demais interessados no estudo da História de Torres. A reuniões do CEHTR são mensais.

Fonte: Nelson Adams Filho

Tem alguma coisa a dizer? Vá em frente e deixe um comentário!


1 + nove =