Archive for maio, 2010

Roteiro para Antologia II

quinta-feira, maio 20th, 2010

Roteiro para Antologia vol. II
Somente para associados da Academia de Escritores do Litoral Norte – AELN/RS, conforme regimento interno.

Roteiro

1.Objetivo

Divulgar o trabalho dos escritores do Litoral Norte Gaúcho

2.Tema

Livre

3. Gênero

Conto, crônicas, poesia, pesquisa histórica.

4. Data Final para enviar seus textos

Até o dia 30 de junho todos os trabalhos devem estar com a comissão organizadora.

5. Entrega

Os trabalhos deverão ser entregues por email para o seguinte endereço: marfeijo@hotmail.com

6. Número de páginas por escritor

Não deve ultrapassar a cinco (5) páginas – incluindo um currículo nos moldes da antologia n. 1.

7. A capa deverá ser uma tela do Artista Plástico Mário Feijó que a comissão elegerá entre as opções dadas pelo artista e será depois aprovada em reunião antes da execução final

8. Total de livros a serem impressos

500 exemplares

9. Responsabilidade dos textos

A responsabilidade dos textos deverá de cada um dos autores, ficando a Comissão Editorial responsável pela revisão final.

10. Contracapa

A contracapa deverá ter as mesmas modalidades da edição anterior onde cada um dos escritores encaminha anexo ao seu texto uma foto digital de alta resolução atualizada (qualquer laboratório fotográfico pode fazer uma foto 3X4 digitalizada, onde você pede uma cópia e encaminha para a comissão editorial, dentro do prazo previsto no item 4, deste regulamento).

11. Lançamento

Fica previsto a Feira de Osório como primeiro lançamento da Antologia e a de Porto Alegre como segundo evento (setembro e novembro respectivamente).

Capão da Canoa, maio de 2010

Comissão Editorial
Elza Eliana Lisboa Montano
Mariza Simon dos Santos
Mário Rogério Feijó

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Chá com leie e mel

quinta-feira, maio 20th, 2010

Chá com leie e mel 

Por Mário Feijó, 30.04.10

Ontem à noite
Enquanto o sono não vinha
Eu pensava em ti
Fiz um chá com leite e mel 

Alecrim porque dizem que traz alegria
E é disto o que eu mais preciso
Amor tenho bastante para ser feliz
Mas alegria me falta… 

Ela muitas vezes vai embora
Diante das agruras do dia-a-dia
– todos passamos por isto –
E não serei eu quem vai reclamar… 

Aprendo com elas, mas fico pensando
Nos filhos, nos parentes e nos amigos
Que não amolecem com o sofrimento
E por isto sofrem cada vez mais…

Sei que ainda sou muito pequeno
Diante do destino e da vida
Mas aprendi com os bambus
A me curvar nos vendavais…

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Eu poderia ser um peixe

quinta-feira, maio 20th, 2010

Eu poderia ser um peixe

Por Mário Feijó, 15.02.10

Eu poderia ser
Um pequeno peixe
Dentro de um imenso oceano
E dentro de uma cadeia alimentar
Ser o alimento de um tubarão…

No entanto nasci homem
Tenho sentimentos, inteligência,
Vontade própria para tomar decisões

E tudo o que eu faço
É conseqüência de meus atos
Sou responsável por mim
E pelos meus filhos enquanto são crianças… 

Eu não sou
Um pequeno peixe
Dentro do imenso oceano… 

Eu sou um ser humano
Com responsabilidades pelas minhas atitudes
E não posso ser tão irresponsável
Diante da vida e do Criador
Eu estou aqui para deixar marcas
E também para fazer a diferença…

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Chimarrão Poético GLP

terça-feira, maio 18th, 2010

Chimarrão Poético do Grêmio Literário Patrulhense

O Grêmio Literário Patrulhense, de Santo Antônio da Patrulha, convida para Chimarrão Poético.

Sábado, 22 de maio, às 16 h, na Praça Arquipélago dos Açores (Praça da Igreja Matriz), em Santo Antônio da Patrulha.

Leve a sua cadeira, o seu mate e a sua poesia e venha desfrutar conosco um Chimarrão com sabor de poesia, prosa e verso.

Fonte: Divulgação GLP, Rosalva Rocha.

 

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O Esquilador

sexta-feira, maio 14th, 2010

O Esquilador

Por Artur P. dos Santos

“As tesouras cortam em um só compasso
enrijecendo o braço do esquilador”.

Também roubaste galinhas? Era a pergunta comum quando alguém aparecia de cabeça raspada na pequena cidade, onde todos conheciam todos. Tudo por conta de alguns rapazes que tentaram surrupiar algumas penosas para festejar o aniversário de um deles e foram pegos em flagrante e levados até a autoridade policial,

O delegado da época sabia que não era caso extremo. Aquilo não passava de arroubo de jovens e determinou que todos tivessem a cabeça raspada, como punição..

Enquanto isso o cabelo do rapazote continuava espetado. Sentia vontade de raspá-lo, quem sabe ao crescer viesse diferente. Talvez com a possibilidade de armação daquele topete que tanto admirava nos mocinhos dos filmes que assistia aos domingos no único cinema da cidade. Faltava-lhe, entretanto, coragem para enfrentar a gozação dos amigos.

À medida que o tempo passava, seu cabelo tomou outra forma, dificultando-lhe a manutenção sobre a cabeça quando o nordeste soprava mais forte. Depois veio a necessidade de reparti-los para fechar a clareira que se acentuava no ponto mais alto de sua mediana estatura.

Os anos passaram, A cidade cresceu. Seus habitantes eram outros. Talvez ninguém mais lembrasse do episódio das galinhas e ele voltou a pensar em raspar a cabeça. Já não sentia constrangimento e aprendera a assimilar todas as observações feitas sobre o avançado espaço sem cabelos no mesmo lugar que antes tentava esconder.

Sentou-se na cadeira do salão de costume e foi apresentado ao responsável pelo corte daquele dia. Era véspera de natal e estava disposto a raspar a cabeça antes de passar alguns dias no litoral.

Não era o mesmo profissional que conhecia. Era novo no estabelecimento e ele tratou de questioná-lo sobre a habilidade que possuía.

À medida que ia sendo informado do currículo, foi criando coragem para pedir que passasse a máquina número três, Avaliaria e, se gostasse, passaria para a de número dois. Afinal, foi informado de que o homem tinha trinta e quatro anos de idade, dez como profissional no corte de cabelos, trabalhando em um salão com seu pai, com quem aprendera tudo.. E mais, dos dezenove aos vinte e quatro havia trabalhado na tosquia de ovelhas na fronteira gaúcha. Podia confiar.

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